sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eu quero...

A voz como o som das muitas águas me visitou.
O contexto é o seguinte: Sou muito desejoso por Deus. Quero viver suas promessas, quero experimentar suas provações, quero ouvir sua voz, quero ser instrumento... enfim. Deus, muito atencioso e prestativo, enquanto clamava mais uma vez pelo seu enchimento em minha vida, perguntou-me:
“Para que?... Para que você me deseja tanto?”.

E a resposta foi – em partes – descrita abaixo:

Eu quero...

- um novo tempo espiritual, novas experiências, novos sonhos, novas ministrações, novas direções. Quero que Sua voz não seja esporádica ou confusa, quero ouvir como trovões anunciando as tempestades;

- que minhas palavras sejam confundidas com as palavras dAquele que vive eternamente, e assim, tais palavras se transformem em flechas penetrantes de corações petrificados; e assim, transformações aconteçam, transformações de valores, sentimentos, palavras... transformações.

- que orações não sejam minhas palavras soltas e voando sem direção, e sim que minhas orações sejam a mais profunda e intima conversa com meu Amor; sejam conversas reais com o sobrenatural e não manipulações baratas de ‘demônios’ pagos para darem shows em ‘suas’ igrejas;

- uma igreja superlotando, não por seus recursos humanos, mas pelo mover dos recursos divinos. Eu quero ver uma igreja entendendo o porquê de se chamar Igreja; eu quero ver uma Igreja que anseia pela presença de Deus mais do que pelo próximo líder do BBB!;

- as palavras bíblicas tomem vidas, e sejam vividas pelos bíblicos;

Eu quero ser cheio do Espírito Santo de Deus para que alguma coisa aconteça de verdade no meio do povo cristão.

Em Cristo,
Pr Kiko Machado.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MEU SILÊNCIO

Meu silêncio é o instrumento de tortura que açoita meus sonhos todos os dias.

Meu silêncio, a prova escrita sem palavras de que não tenho o que dizer, apesar de estar com várias ideias para expor, interrompe a verdade contida em mim.

Meu silêncio aponta-me o dedo todos os dias, suplicando para não existir. Seu arquirival suplica pela vitória, mas meus medos alimentam aquele e enfraquecem a este.

Meu silêncio, ontem, mais uma vez, foi desafiado a se calar. Ao assistir uma determinada programação televisiva, perguntei-me o que estava fazendo com as várias expressões contidas em mim; perguntei-me como conseguia acobertar tantas boas ideias, tantos desafios, tantas bobagens engraçadas, e tantos etcs.

Hj, meu silêncio vai ficar silenciado pelas palavras melodiosas que tenho de escrever.
E gostaria tanto que 2011 fosse marcado pela morte desse silêncio tão escravizador de meus pensamentos.

Meu silêncio foi proposto por uma das pessoas mais arrogantes que já conheci na vida. Foi quando ela disse que meus escritos eram imitações baratas de um escritor famoso. Pelo medo da crítica, meu silêncio passou a ser uma personagem na minha história.

Meu silêncio, todavia, deixa de ser protagonista para ser o bandido, e bandidos morrem no final e chegou o final.

Fim!