sábado, 31 de outubro de 2009

Viver a Vida

- “Garota, cuidado com isso, Deus está vendo!”;
- “Menino, o fogo do inferno te espera!”;
- “Mulher, troque essa roupa de cabaré, isso é contra Deus!”.

Quem já não foi ameaçado pela maldade do Deus bondoso?
- Na infância, sofremos com o medo de morrer queimado no inferno do Diabo;
- Quando jovens, escondemo-nos de nós mesmos até o ponto de não sabermos mais quem somos;
- Depois de adultos, fazemos tudo isso – e muito mais – para os mais novos. Falamos que Deus é bom, maravilhoso e transformador, enquanto nossas atitudes dizem que Ele é um maldoso, chato e sem graça.

Porém, tem um dia em que a ficha cai, e neste dia, passamos a perguntar “como pode um Deus ser tão bom no sermão dominical, e tão ruim na semana?”.
Neste dia, percebemos que há bem mais alegria em Jesus que os terrores do inferno.
Neste dia, voltamos à vida, pois revemos valores, relemos a Bíblia, e repensamos orações... à procura de um Deus que não nos deixa parar, mas sempre está disposto a nos abençoar com uma novidade de vida!

Durante esse mês de Novembro, quero convidá-lo a ousar pensar tudo de novo; desejo convidar você, leitor, a não estacionar, a não se dar por satisfeito com respostas prontas, e procurar a verdadeira essência da vida.
E assim, e somente assim, viver de verdade!

Em Cristo,
Pr Arnoldo Machado (Kiko)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Idade e Mudança

Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...

Lya Luft

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CARTA DE UM POLICIAL PARA UM BANDIDO

Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao
lhe chamar de bandido, marginal, delinqüente ou outro atributo que possa ferir
sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos
Humanos.


Durante vinte e quatro anos de atividade policial, tenho acompanhado suas
conquistas quanto à preservação de seus direitos, pois os cidadãos e
especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto
mais direito você adquire maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de
lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar
esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois
ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim
como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e
policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia;
hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será
irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é
encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser
suspeita.

Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não
possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba
que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja,
gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do
que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixa qualquer
grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de
balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus
gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa
obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não
de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.
Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais

sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que
o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um
membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja
encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos
Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.


*Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado da Polícia Civil do Pará*

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ALGO

Ano passado, em Curitiba, ouvi Craig Groeschel, pastor da LifeChurch.tv, excelente pregador da palavra e inovador na divulgação do evangelho. No congresso, ele falava sobre a importância do “Algo”, ou seja, “aquilo” que alguns tem, “aquilo” que diferencia os seres humanos especiais dos normais. Algo!

Naquele tempo, eu ainda estava ‘chegando’ na Igreja Batista Boas Novas. Tudo que brilhava era ouro. A igreja era a melhor e mais perfeita do mundo. Era a igreja com maior potencial de crescimento do Rio Grande do Sul... em outras palavras, eu não precisava de “algo” algum. Estava tudo no ponto.

No entanto, os ponteiros do relógio giraram mais rápido que o normal, e dentro da normalidade da vida, perdi amigos e fiz inimigos; falei e fui falado; exagerei e exageraram na dose; fui confrontado, insultado e humilhado. Minha habilidade retórica e chamado pastoral foram colocados em dúvida.

Mais de um ano depois, envelheci, aprendi e chorei uns 10 anos. E, foi o tempo necessário para descobrir que não tenho o “Algo” de Groeschel. Observei-me como o mais comum dos seres humanos. E também, passei da desejar – mais – intensamente o Algo de Deus. Aquilo que Deus coloca em seus especiais, pois para mim, viver na mediocridade e simplicidade da vida é extremamente infeliz e pequeno. Eu quero mais, eu quero algo a mais.

Leitor, qual o seu algo? Qual o seu diferencial?
Uma dica??? Invista nele... antes que ele lhe seja tirado!

Em Cristo,
Arnoldo.