terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Mais de Deus.

Momentos antes de entrar no palco e expor meus argumentos bíblicos de que Deus mudara de endereço e a sua nova morada é o coração humano; estava orando e clamando a Deus por mais. Não queria mais uma palestra, eu queria mais. Não queria mais algumas músicas, eu queria mais. Não queria algumas orações, eu queria mais.
Entre clamores e algumas lágrimas, o Altíssimo me perguntou:
- “O que você gostaria que acontecesse no seu ‘mais’?”.

Silenciei minhas palavras, assim como as músicas da igreja – afinal de contas, não ouço Deus tão claramente todos os dias. Em meu barulhento silêncio, inicialmente me assustei, e depois pensei. É como se Deus importasse com o meu mais, e por conseqüência, Ele poderia dar o Seu mais. Então, mergulhei-me! Avancei nos labirintos mais escondidos da minha alma para saber o que eu estava pedindo de fato.

Eu queria que a presença de Deus fosse o mais real possível, para que todos que estivessem naquele lugar experimentassem o que cantam há tantos anos. Queria poder ‘sentir’ mais Deus; queria algo mais que vãs repetições de textos; queria que as palavras fossem flechas penetradoras de corações, e assim, esses corações fossem derramados diante do grande Eu Sou.
Queria que as lágrimas não fossem contidas por medo de serem confundidas com as de outras igrejas (estou cansado dessa idiotice!). Desejaria muitos que as músicas fossem louvores, orações enviadas diretamente à caixa de correspondência de Deus; e não somente – e simplesmente – músicas cantadas para a projeção do Data Show.
Queria muito que o termos possessivo “meu” pudesse ser substituído por “dele”. E, assim, não barrarmos sonhos de crescimento no fator finanças.
Também gostaria que houvesse mudanças, transformações, metamorfoses como esposo, esposa, funcionário, patrão, filhos...

Eu respondi tudo isso!
E o mais de Deus veio... e o culto foi tremendo!

Em Cristo,
Kiko

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