quarta-feira, 29 de julho de 2009

É Tempo de Crescer

Chegou um novo tempo!
Começamos uma reforma. Não como a Protestante e suas 95 teses luteranas, mas uma reforma de valores próprios, familiares, financeiros e espirituais.
Em alguns meses estaremos dando cabo de mais um ano, e lá, no dia 31 de dezembro, olharemos para o hoje e muitos se darão conta de que não cresceram, de que mais um ano se foi, de que os tempos são maus e rápidos, e que nada volta mais.
Assim, é tempo de crescer. É tempo de viver com força, com vida, é tempo de viver praticando as lições da existência. É tempo de colher a vida como se fosse um fruto maduro.
Findou-se o tempo de viver pensando que não vamos morrer, e morrermos como se nunca tivessemos vivido.

Observem essa história:
Um grande sábio, certa feita, em suas cansativas andanças por este mundo a fora, sentiu-se seguido por um jovem. Os dias se passaram e de fato um moço o seguia. Então, em um desses dias, o mestre virou-se para ele e lhe perguntou como poderia ajudá-lo. A resposta do jovem foi convincente:
- “Quero viver um tempo de crescimento em minha vida. E, vejo que o senhor já conseguiu isso, quero descobrir o seu segredo”.
Então, o velho sábio lhe prometeu revelar o segredo do crescimento, mas para isso ele teria de vendar os olhos e seguir o mestre pela mão. E, desta forma aconteceu. E por longos e intermináveis dias, os dois andaram de mãos dadas por lugares íngremes, úmidos, outros secos e calorentos. O jovem caiu, esfolou-se e chateou-se. Ele cansara.
Então, passados alguns dias, o mestre perguntou a seu discípulo:
- “Ainda desejas iniciar um novo tempo em sua vida?”.
O jovem não tão animado como há alguns dias, respondeu:
- “Sim!”.
O mestre desvendou seus olhos e grande foi a surpresa do menino como o que viu a sua frente.
O sábio ancião lhe disse: “O seu tempo de crescer acontecerá quando você tiver a coragem de olhar e avaliar a si mesmo. E, então, retirar tudo que impede o crescimento que Deus quer dar a todos os seres humanos”.
O velho havia levado o jovem para frente de um espelho.

É tempo de crescer, e para isso trabalhe em si mesmo a Excelência, a Comunidade, a Bondade; o Poder e a Visão.
"É tempo de crescer" - (Nova série de mensagem de nossa igreja).

Pr Kiko

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um Dia Depois de Amanhã.

Pensei que ia morrer!
Calafrios, tosse seca, uma terrível dor de cabeça e as constantes informações sobre a nova gripe, fizeram-me pensar que não haveria um dia depois de amanhã.
Não sei se você já passou perto das portas da morte (tomara que passe), mas quando passar – mesmo que de longe – saiba que ela é estranha, tenebrosa e reflexiva... Reflexiva?
Sim. Quando estamos com a impossibilidade de não mais viver um dia depois de amanhã, um filme, cujo ator principal somos nós, passa em nossa mente. E algumas dessas imagens relato aqui.

1. Meu inimigos falariam tão bem de mim que eu tentaria levantar do caixão. Sei que me exaltariam e diriam que nossos problemas eram de ordem profissional.

2. Meu amigos sofreriam a perca de um grande amigo, pois todos meus amigos são grandes.

3. Eu lamentaria muito não ter passeado pelo Louvre, não ter dirigido – e comprado – uma Ferrari e por não ter surtado mais (deixei ‘passar’ muita coisa por querer “a paz com todos”).

4. Sofreria por não ter amado e cuidado mais do maior e melhor presente que Deus me deu: Rose Flores.

5. Choraria muito por 31 anos de vida e tão poucas contribuições para a humanidade. Nunca plantei uma árvore, não fiz um filho e – o pior de todos – não escrevi o meu tão sonhado livro.

6. Não me tornaria o tão desejado líder, escritor e pregador que sempre sonhei em minha existência. Morreria no esquecimento; pessoas ririam no meu velório, e a vontade de ir embora logo seria bem maior do que a vontade de dar o último adeus.

7. Clamaria todas as misericórdias possíveis, cada gota dO sangue santo, pois no leito de quase morte eu me vi um grande pecador (e dos bem grande mesmo).

Um dia depois de amanhã é hoje (Domingo) e estou mais vivo do que nunca. Cruzei perto da tal porta, mas não entrei. Ainda estou aqui. E se estou aqui tudo – ainda – é possível.

Você está vivo? Então, ainda é possível! Faça uma lista ousada, criativa e sonhadora, ainda há tempo!

Em Cristo,
Kiko.

terça-feira, 21 de julho de 2009

E Se Jesus...

Aconteceu de novo!
Eu explico.

Era uma noite fria e brilhante de um santo Sábado. O local estava pronto com plumas e paitês. Adultos bem vestidos e adolescentes com gravatas tortas. Doces infantis na entrada da festa marcavam a passagem de uma era. A pista de dança estava linda e mostrando que seria uma noite inesquecível. Fotos gigantes decoravam as paredes roxas. Tudo pronto! Estava para começar uma festa de 15 anos.

A aniversariante estava linda, fez duas entradas triunfais, dignas de uma menina-moça. Homens maquiados (ex-palhaços) alegravam a festa com seus fogos voadores e saltos horripilantes.
A festa rolava solta. Todos bebiam, dançavam e se beijavam. Todos pulavam, dançavam e se divertiam. Todos riam, dançavam e cantavam juntos. Todos estavam felizes. Enquanto eu pensava.

Aconteceu de novo! De novo pensei o que não gostaria de pensar... e o pensamento era esse: E se Jesus... não tivesse nascido... para mim?! E se Jesus não tivesse me chamado?!
Esta pergunta me atormenta por muitos anos. Nunca conheci o “mundo”. Chego a pensar que é o Diabo sujo... sei lá.
Porém, dessa vez, relatarei o que pensei:

- Eu dançaria!
Não queria beber, fumar ou ficar, eu gostaria de dançar. Dançar até cansar. Dançar bonito. Dançar sem olhares maliciosos e condenatórios. Eu só queria dançar!

(Puxa, sinto-me num confessionário virtual!)

E se Jesus me perguntar no grande dia....
- E por que não dançou?!

E terei vergonha de responder...

Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 13 de julho de 2009

31

Consegui vencer uma tentação. A tentação de escrever na semana do meu aniversário. Agora já passou (07 de Julho), “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Mas, a bem da verdade, eu não queria compartilhar com vocês o aperto no coração quando chego aos 31 com poucos sonhos realizados. Não queria que vocês ouvissem minhas palavras lamuriosas. Também não queria que vocês soubessem os segredos mais íntimos que tenho quando abro meus álbuns de fotografias.
Velhos sorrisos me fazem chorar.
Antigos abraços me dão saudades.
Passados momentos me levam onde nunca mais estarei.
Beijos não dados me fazem lamentar.

Semana passada, em meio a todas essas tentativas de ressurreição, escrevi sobre o presente que me dei: mais um HotWheels. O texto ficou tão ruim que não tive coragem de publicar, e assim venci a tentação. Pois pensei que havia esquecido fazer as palavras dançarem, cantarem e poetizarem. Queria contar sobre a criança que há em mim (espero) ainda está viva, alegre e saltitante usando um carrinho de hotwheels, todavia, ao me ver de boné para trás, “furando” onda na praia de São Pedro, magro e sem camisa, aprendendo a jogar futebol com meu pai... O carrinho se tornou uma idéia patética de dizer o que não mais sou.

Então, o surpreendente Deus me deu um presente através das palavras de William Temple:
“Cultuar é avivar a consciência pela santidade de Deus; alimentar a mente com a verdade de Deus; purificar a imaginação pela beleza de Deus; abrir o coração ao amor de Deus e; devotar a vontade aos propósitos de Deus”.

Assim, aos 31, descubro que já fui, que sou, e que ainda vou ser muito! (Graças a Deus!)
E, fica aqui a minha declaração de amor cantada à vida:
“Te amo muito mais que ontem, hoje, muito menos que amanhã”.

Em Cristo,
Kiko



PS: Amo HotWheels.