segunda-feira, 29 de junho de 2009

FAZEDORES DE HISTÓRIA

Nessas maravilhosas férias que tive ao lado de pessoas que amo, estive com um pastor que tenho orgulho de chamar de “meu”. Numa gélida quarta de estudo na Primeira Igreja Batista de Santa Maria, o Pr Roosevelt fez uma participação na pregação que foi bombástica:
“Abraão, Davi, Salomão... não sabiam, mas estavam fazendo história. Nós sabemos que estamos fazendo história?”.
Pronto! Estava lançada mais uma pergunta que tiraria algumas horas de sono e daria origem a essas palavras.
Eu sou um ‘fazedor’ de história.
Por isso, não que ser igual a ninguém, quer ser o que a Bíblia diz que eu sou...
Quero viver o milagre do som das águas; dos fachos de luzes do pôr-do-sol; do abraço materno e do beijo apaixonado...
Quero que os inimigos cresçam tanto quanto crescem os amigos, pois assim, eles continuarão insignificantes e desprezados...
Quero perturbar o sono dos religiosos e dos liberais...
Quero que minha língua seja a pena de Deus, como Lutero...
Quero falar com a força de um Tsunami e amar como uma brisa praiana...
Quero escrever e ter livros queimados, pois só estes entram para história.

Por fim, quero viver essa surrada vida em abundância, como me fora prometido, pois quero dar muito trabalho a meu biógrafo!

O convite está feito, amigo fazedor da história!

Kiko Machado

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estou em Férias

Nestes dias de descanso, tive o prazer de reencontrar meu primeiro mentor espiritual, o pastor que me mostrou que pensamentos precisam de asas, pois assim, e somente assim, eles cumprem seus papéis de existência.
Este homem de Deus, que já é um homem de Deus só pelo fato de ter acreditado em um jovem gótico (e bem louco) como eu! Muitas foram suas lições, e entre elas está como aproveitar esse período chamado férias. Ele sempre dizia que as férias era um estado do ser, e não necessariamente um estado onde se está (o trocadilho é meu!). Esse amado irmão, enfatizava que férias – na essência da palavra – era uma forma de ver o mundo sem precisar abrir os olhos. E isso era uma verdade que não conseguia entender, até que o Senhor Deus por minha existência em um liquidificador chamado vida, e foi quando passei a ver e viver o mundo de vários ângulos.

Hoje, não sou estou no sonhado museu do Louvre, mas estou saboreando a carne de panela, o molho e o bife na chapa da mamãe.
Não estou em Israel e todos os seus lugares históricos e misteriosos, mas estou vendo meus irmãos jogando Fifa 2009 no Playstation.
Não estou sobrevoando a torre Eifel, mas, gripado, estou sendo medicado pela minha irmã enfermeira e minha mãe coruja.
Enfim, estou esquecendo que existe relógio, compromissos, agendas... estou em férias.

Às vezes, chego até a pensar em ficar nesse estado de inanição, esperando a morte chegar com a boca escancarada e cheia de dentes, mas quando lembro de Igreja Batista Boas Novas, Jubasinos, Lighthouse, Conferências, Células, Discípulos, Crescimento, Louvor, Livros... vejo o quanto quero viver, o quanto quero ficar até o fim da festa, até a última gota. Quero viver com intensidade, com plenitude; quero colaborar com meu biógrafo, quero escrever e fazer história.

Meu primeiro pastor estava certo, férias tem que ser um estado de ser; um refletir da vida; uma reavaliação de valores; um aproveitar das simplicidades dessa complexa existência.
Estou em férias, nos dois sentidos.

Em Cristo,
Kiko Machado.

terça-feira, 9 de junho de 2009

EMO

Dia cinza...
Pessoas entocadas...
Carros molhados...
Olhares neutros...
Renguear de cusco...
Janelas fechadas...
Braços cruzados...
Frio!
Que dia frio, cinza e molhado.
Para piorar, ainda estou entrando de férias. (Não, não sou louco por trabalho, o problema é que estou de mudança de casa, dependo de assinaturas de homens mega ocupados), também estou com problemas de liderança, perguntas sem respostas, saudade dos amigos, falta de amigos, excesso de problemas, borracharias (furou de novo!)... Dia cinza, frio e molhado.
Dá uma vontade de colocar para rodar “Quebre as correntes” ou “Velha história” e chorar, chorar e chorar!

A Rose diz que: “De médico, teólogo e louco, todo mundo tem um pouco!”, hoje quero aumentar o "Emo". Todos nós temos um Eminho guardado dentro de nós! Todos nós escondemos nossas lágrimas diante dos infortúnios da vida, e com os legais também. Todos temos um Emocore no roupeiro, e ele bate forte às portas quando nos encontramos sem saída, tristes e desesperançados.

Eu queria ser emo. (Claro, não queria pintar os olhos, os lábios e nem deixar meu cabelo com visual de “opa, levei um choque, e depois uma vaca me lambeu!”).
Hoje, por exemplo, estou tão emo que estou escrevendo este texto emo. Texto sem cor, sem vida, sem rima, sem cadência....
Puxa, acho melhor parar com isso, pode ser comprometedor. Posso ser uma espécie em extinção, ou seja, um emo assumido, e todo emo que é emo não pode dizer que é emo!

Mas... Esqueça tudo isso, companheiro!
Nós, adultos, nos especializamos em esconder sentimentos, até mesmo nossos sorrisos em abundância são perigosos – já dizia Adolf Hitler. Continuemos carrancudos, enfadonhos e chatos, pois nosso tempo de expressar corações já se foi...
(Porém, No entanto...) Todavia, se você não importa com rótulos, aqui vai algumas dicas Emos:
- Chore um pouquinho de vez em quando...
- Lamente em outro...
- Abrace um amigo...
- Escute uma música de paixão...
- Fique um pouco mais na cama... durma mais cedo... chore no fim do filme...
- Sorria em gargalhadas... tire uma onda... faça beicinho...
(Mas, nunca – nunca mesmo – pinte os olhos e os lábios!).

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As Borracharias da Vida.

Nada como passar parte da sua vida em uma borracharia! Sim, é uma delícia todos aqueles pneus velhos, estouros estranhos, mulheres pobres (sem roupa)... e o que dizer da banheira ex-branca com uma água preta e fedorenta?! Nada pode ser melhor que passar uma tarde numa borracharia. Só uma coisa pode ser melhor: A forma que se chega até ela.
Eu conto:
Eram oito horas e vinte cinco minutos de uma gelada manhã de Junho, eu, o oficial motorista da minha esposa, tinha a árdua tarefa de deixá-la no trabalho às 8:30. Tínhamos longos cinco minutos para chegar até o Banco... se não fosse o pneu furado! O restante da história prefiro censurar para que não pense mal de mim!

Mas, de lado os “pitis” que um pneu, uma esposa e uma borracharia podem nos causar, a grande moral é pensar na imprevisibilidade da vida, ou em um português mais arcaico: As Borracharias da Vida. Você nunca sabe quando elas aparecerão ou serão necessárias.
E, diante da banheira de pneus, pensei que isso poderia ser um aviso do que será a morte. Se não programamos uma borracharia, quem o fará com relação a morte?! Quando ela bater a nossa porta e nós abrirmos, e de cara com ela veremos o – famoso – filme das nossas vidas, as coisas que deixamos de fazer, as que fizemos e não devíamos... enfim, certamente, morreremos de desgosto.

Então, se não pensamos nas borracharias da vida, nas mortes da vida... quem pensa no pós morte?! Quem de nós está realmente pronto para encontrar com o seu Deus ou deus?! Quem conta os dias para ver as mãos furadas de Jesus, ou a furada que o Diabo lhe meteu?! Quantos de nós planejamos nossa eternidade sem choro, ou com o choro da eternidade?!

Como diria o meu pai: “Pois é, temos que ver isso!” (Resposta que ele dá quando não está muito interessado no assunto!). Essa pode ser nossa resposta.
“Afinal de contas, pneus não furam todos os dias. E morrer, isso é coisa de velho e de acidentados!”.

(Silêncio para reflexão)



Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 1 de junho de 2009

“Os Mortos continuam mortos!”

Estou arrasado! Não pelo absolutismo literal do título, e sim pelo sentido pejorativo do mesmo, ou por estes mortos estarem vivos. (Eu explico...).
Durante este período de existência que chamamos Vida, acumulamos experiências, os quais nada mais são que o somatório de nossos erros; erros estes que são inevitáveis deste lado do céu. Todavia, a forma como tratamos eles podem nos levar a morte, sem que necessariamente precisemos morrer!

Determinados erros se arrastam como bolas de chumbo presos as nossas costas, impedindo-nos de andar rápido e muito menos voar, e viver é voar, e voar alto, bem alto.
- Quão torturante é para “ex-mãe” que carrega consigo um inconsequente aborto adolescente...
- E o que dizer do esposo que dorme e acorda com a amante de uma noite de carnaval?!
- Mas, então podemos falar do enriquecido pelos pescoços que acumulou para subir na vida, e hoje lamenta os tantos pais de família que jogou na sarjeta do desemprego!
Estas e uma inúmera coleção de intempéries da vida (burradas, em português!) matam seres vivos, sem levá-los à cova, mas os mata lenta e progressivamente. E o grande problema, é que esses mortos continuam mortos.

Pessoas assim não podem reviver sonhos, não podem visitar determinados lugares, sentirem determinados cheiros, terem certos olhares... pois, um – ou todos estes – levam o indivíduo ao seu torturante passado, lá onde encontraram-se com o tribunal do inferno. Então, estão ou não estão mortos àqueles que não podem viver a vida em sua plenitude?! Alguém estaria vivo tendo que se abster de coisas da vida?!

Diante dessa verdade sepulcral, Jesus afirma que seu fardo é leve, que pode aliviar o cansaço e ensinar a viver (Mt 11.28-30). Mas, como?
1. Confessando.
Apesar de não ser católico, sou adepto da confissão! (Tg 5.16).
2. Trabalhando.
Após confessar, precisamos ir à luta, não fomos criados para ver a banda passar, nascemos com baquetas nas mãos! Ou seja, “boas obras”. (Ef 2.10).
3. Praticando.
Todos acreditam em Deus, mas poucos creem! O verbo “crer” nos leva ao campo da prática (Mt 7.24).

Então, os mortos continuam mortos... se quiserem! Pois os vivos em Jesus jamais verão a morte. E ainda, podem andar aliviados e descansados.

PS: E a propósito, sinto-me bem melhor... pois estou vivo!

Em Cristo,
Kiko