quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um Crime Americano


Era o ano de 1965, Sylvia e Jennie Likens, as duas filhas de um casal que trabalhava em um circo, foram deixadas em Indianápolis aos cuidados de Gertrude Baniszewski, uma mãe solteira com sete crianças. A desestrutura financeira e emocional desta senhora levaram-na a torturar a pequena e inocente Sylvia. As torturas variaram de surras, queimadas de cigarro, cortes, queimaduras diversas, incentivo aos demais para tortura, socos... em uma lista de diabólicas ações que não cabem pormenores aqui.

Essa história foi reproduzida em um filme intitulado “Um Crime Americano”. E, ao término do filme, que é contado pela pequena Jennie, o mais aterrorizante da realidade; a frase que encerra o filme e corta corações:
“O reverendo Bill costumava dizer: ‘Em toda situação Deus tem um plano’”
“Acho que ainda estou tentando descobrir que plano foi esse”.

São colocações como a do tal ‘reverendo Bill’ que produzem dois tipos de pessoas: os ateus e os crentes-ateus. E, ultimamente, tenho temido mais estes últimos. Pois são esses que estão nos templos, mas nunca se preocuparam em ser!

- Até quando ouviremos calados pregadores dizendo (mentindo) às pessoas que Deus tem um plano para tudo e para todos?!

Deus teve um plano consumado em Jesus!
Deus tem um plano com a sua igreja!

Acordemos, cristandade, e entendamos que nosso Deus não tem bilhões de controles remotos; entendamos que não somos manipulados; entendamos como Deus é de fato e não como gostaríamos que Ele fosse!
Paremos de culpar o Eterno por nossa finitude!

Entendamos que mais crimes americanos, brasileiros, europeus, israelenses... virão por aí, e que Deus não tem nada com isso. O que Deus quer é que a Sua Noiva transforme o mal em bem; transforme o maldoso em bondoso... e pare de mentir que Deus tem um plano para tudo! Isso não explica Deus, explica apenas a nossa omissão como extensão do Reino dEle.

Por favor, igreja do Deus vivo, pare de culpar a Deus e assuma a responsabilidade pelos crimes, pois responsáveis por tragédias não são apenas aqueles que as praticam, mas também os que se calam durante a semana, e no final de semana cantam, pulam e dançam “louvando” a Deus. Isso sim é um crime!


PS: Meus sentimentos a família dos Likens, e pela igreja não ter feito mais.


Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Questiúnculas da religião.

Não quero mais lidar com certas perguntas. Aliás, prefiro não gastar o pouco de lucidez que me sobrou com questiúnculas religiosas. Chega, a fila tem que andar.



Recuso-me a responder



se o dízimo é mandamento válido no Novo Testamento;

se pessoas divorciadas podem casar-se novamente;

se masturbação é pecado;

se os cristãos devem guardar o sábado;

se maldição pega em crente;

se Jesus transformou água em suco de uva ou vinho, vinho;

se Golias tinha mais de três metros de altura;

se Jó existiu de fato ou era um personagem poético;

se o Anticristo já nasceu;

se sexo anal é pecado;

se tatuagem é do diabo;

se crente pode usar piercing;

se a circuncisão deve ser praticada por cristãos;

se batismo deve ser em nome do Pai, Filho e Espírito Santo ou só de Jesus;

se um nascido de novo perde a salvação ou “uma vez salvo, salvo para sempre”;

se o Arrebatamento vai ser antes ou depois da Grande Tribulação;

se os índios isolados da Amazônia vão para o inferno;

se é certo alguns pastores se darem o título de apóstolo;

se Deus aprova o controle de natalidade;

se o diabo tem direitos legais sobre quem comete qualquer deslize;

se é maldição beber um "chopps" (sic) na sexta-feira.




Soli Deo Gloria



visite o site www.ricardogondim.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma Canção de Liberdade

Respire em mim... fundo,
Para que eu respire... e viva.
E me abrace apertado para eu dormir
Suavemente segura por tudo que você dá.

Venha me beijar, vento, e tire meu folego
Até que você e eu sejamos um só,
E dançaremos entres os túmulos
Até que toda a morte se vá.

E ninguém sabe que existimos
Nos braços um do outro,
A não ser Aquele que soprou o hálito
Que me esconde livre do mal.

Venha me beijar, vento, e tire meu fôlego
Até que você e eu sejamos um só,
E dançaremos entre os túmulos
Até que toda a morte se vá
.

Canção composta por Missy para a ocasião de seu enterro.
(A Cabana, pg.216)

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Se um dia você morrer…

O dito popular afirma que ninguém morre na véspera, e eu concordo... em partes! Pois, quando irônica e idiotamente sacrificamos a nossa vida apenas por ela não ser como queríamos e a jogamos na lata do lixo da existência humana, creio – que antes de fazer isso – deve-se ler este texto: Se um dia você morrer...
- ...no meio dos gritos e prantos de saudade, eu lembrarei do teu sorriso de paz, mas com ausência de sonhos;
-... no meio dos olhares compassivos de pais, irmãos e amigos, lembrarei do quando você brincou de viver, e do quanto parecia viver tão bem. E me perguntarei com voz inaudível: “então, pq?!”;
-... no meio do cheiro das flores com elogios e dedicatórias, lembrarei do seu cheiro que invadia lugares e anunciava que um anjo ali chegava;
-... no meio da sala, diante do seu corpo estático e gélido, talvez consiga dizer tudo o que sempre desejei: Como você marcou minha vida... Como me faz falta o som de seu sorriso serrado entre os dentes... como viverei sem seu abraço sincero e amigo?!... Como pude dedicar tanto tempo a falsos amigos, quando você estava tão perto?!... Porque não me deixar banhar mais por suas lágrimas, talvez... Porque não lhe dei mais presentes?! Mais beijos, mais abraços, mais carinho, mais reconhecimentos, mais ousadia?!... Porque lhe pedi tantas promessas?!

E agora, que sei que está vivo e com lágrimas nos olhos, com vontade de sorrir e viver, eu me dou um conselho:
“Carpe Diem: Colha a vida como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã, acontece sempre no presente”. Rubem Alves.

Assim, pegue o telefone, o carro, o msn, faça um sinal de fumaça... mas, não deixe para o velório as palavras que podem ser ditas hoje, no dia em que estamos vivos.

Kiko

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Dia em Que Um Culto Quase Parou

- Domingo, 18:30, por este Brasil a fora, nos lugares mais inimagináveis, lá está uma pequena igreja, congregação, célula, grupo familiar, grupo caseiro, ponto de pregação... se preparando para mais uma noite de culto ao Senhor dos céus;

- Músicas ensaiadas até a exaustão, talvez algumas discussões básicas de músicos, alguns arranjos novos, introduções fabulosas... tudo para prestar um culto de louvor ao Deus dos céus;

- Os irmãos do ministério da oração começam a chegar ou já chegaram, estão clamando por um mover diferenciado do Altíssimo, as queridas irmãs com coques nos cabelos brancos também chegam as reuniões, adolescentes, jovens, homens e mulheres se reúnem para orar e interceder por mais um culto de oração ao Eterno dos céus;

- O esboço está pronto, outros estão sendo feitos, ilustrações, textos básicos, textos de apoio, figuras de referência, pitadas de humor, textos decorados... mensagem pronta para os adoradores para o Criador dos céus;
Tudo certo!
Minutos antes de começar o culto, a reunião, a celebração:
“Vamos trocar essa música.. ah, e essa também!”;
“Pastor, o meu marido saiu de casa de novo, o que eu faço?!”;
“Ministro do louvor, não canta aquela música chata de novo, tá?!”;
“Irmão, porque você não me cumprimentou na entrada da igreja?!”;
“As crianças não vão sair hoje, as professoras estão cansadas!”;

Tudo certo?!
O culto não vai! Não anda! Tudo parado! Há uma tristeza no ar!
O que aconteceu?!
Parece que o Deus dos céus não desceu dos céus... ou desceu, e não vimos?!

O que mais me preocupa, como pastor, pregador, ou seja-lá-o-que eu for, é quando dizemos que Deus não abençoou e na verdade éramos nós despercebidos...
O que me indigna na igreja moderna, é colocarmos as culpas em Deus! Enquanto nós deixamos a desejar!
O que me indigna ainda mais é não saber quando é Deus ou quando somos nós!

Caro leitor, o que você acha? Até quando é você e até quando é o Eterno Deus dos Céus?

Em Cristo,
Kiko Machado.