sábado, 31 de outubro de 2009

Viver a Vida

- “Garota, cuidado com isso, Deus está vendo!”;
- “Menino, o fogo do inferno te espera!”;
- “Mulher, troque essa roupa de cabaré, isso é contra Deus!”.

Quem já não foi ameaçado pela maldade do Deus bondoso?
- Na infância, sofremos com o medo de morrer queimado no inferno do Diabo;
- Quando jovens, escondemo-nos de nós mesmos até o ponto de não sabermos mais quem somos;
- Depois de adultos, fazemos tudo isso – e muito mais – para os mais novos. Falamos que Deus é bom, maravilhoso e transformador, enquanto nossas atitudes dizem que Ele é um maldoso, chato e sem graça.

Porém, tem um dia em que a ficha cai, e neste dia, passamos a perguntar “como pode um Deus ser tão bom no sermão dominical, e tão ruim na semana?”.
Neste dia, percebemos que há bem mais alegria em Jesus que os terrores do inferno.
Neste dia, voltamos à vida, pois revemos valores, relemos a Bíblia, e repensamos orações... à procura de um Deus que não nos deixa parar, mas sempre está disposto a nos abençoar com uma novidade de vida!

Durante esse mês de Novembro, quero convidá-lo a ousar pensar tudo de novo; desejo convidar você, leitor, a não estacionar, a não se dar por satisfeito com respostas prontas, e procurar a verdadeira essência da vida.
E assim, e somente assim, viver de verdade!

Em Cristo,
Pr Arnoldo Machado (Kiko)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Idade e Mudança

Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.

Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.

E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.

Foi um momento inesquecível...

A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.

Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.

Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.

A fonte da juventude chama-se "mudança".

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.

A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.

Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.

Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.

Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.

Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.

Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.

Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.

Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.

Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.

Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Olhe-se no espelho...

Lya Luft

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CARTA DE UM POLICIAL PARA UM BANDIDO

Senhor Bandido,

Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao
lhe chamar de bandido, marginal, delinqüente ou outro atributo que possa ferir
sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos
Humanos.


Durante vinte e quatro anos de atividade policial, tenho acompanhado suas
conquistas quanto à preservação de seus direitos, pois os cidadãos e
especialmente nós policiais estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto
mais direito você adquire maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de
lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar
esse direito as suas vítimas. Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois
ensinaram-me que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim
como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.

Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e
policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia;
hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será
irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é
encontrada na arma de um policial ou pelo menos sua arma é a primeira a ser
suspeita.

Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não
possuímos dependência digna para você se ressocializar. Porém, quero que saiba
que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja,
gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do
que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.

Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixa qualquer
grevista envergonhado. Presença de advogados, imprensa, colete à prova de
balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus
gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.

Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa
obrigação também aumentará. Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não
de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.
Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais

sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que
o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um
membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja
encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos
Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.


*Autor: Wilson Ronaldo Monteiro - Delegado da Polícia Civil do Pará*

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ALGO

Ano passado, em Curitiba, ouvi Craig Groeschel, pastor da LifeChurch.tv, excelente pregador da palavra e inovador na divulgação do evangelho. No congresso, ele falava sobre a importância do “Algo”, ou seja, “aquilo” que alguns tem, “aquilo” que diferencia os seres humanos especiais dos normais. Algo!

Naquele tempo, eu ainda estava ‘chegando’ na Igreja Batista Boas Novas. Tudo que brilhava era ouro. A igreja era a melhor e mais perfeita do mundo. Era a igreja com maior potencial de crescimento do Rio Grande do Sul... em outras palavras, eu não precisava de “algo” algum. Estava tudo no ponto.

No entanto, os ponteiros do relógio giraram mais rápido que o normal, e dentro da normalidade da vida, perdi amigos e fiz inimigos; falei e fui falado; exagerei e exageraram na dose; fui confrontado, insultado e humilhado. Minha habilidade retórica e chamado pastoral foram colocados em dúvida.

Mais de um ano depois, envelheci, aprendi e chorei uns 10 anos. E, foi o tempo necessário para descobrir que não tenho o “Algo” de Groeschel. Observei-me como o mais comum dos seres humanos. E também, passei da desejar – mais – intensamente o Algo de Deus. Aquilo que Deus coloca em seus especiais, pois para mim, viver na mediocridade e simplicidade da vida é extremamente infeliz e pequeno. Eu quero mais, eu quero algo a mais.

Leitor, qual o seu algo? Qual o seu diferencial?
Uma dica??? Invista nele... antes que ele lhe seja tirado!

Em Cristo,
Arnoldo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Modelo a toda Terra

“Mostremos valor constância
Nesta ímpia e injusta guerra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra
De modelo a toda Terra
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda Terra”

Creio que esse poderia ser um hino cantado em nossas igrejas. Na verdade, gostaria que nossa igreja pudesse cantar esse hino sem medo de acusações. Assim como o Rio Grande do Sul tem buscado ser um modelo para toda terra, também gostaria que nossas famílias cristãs, nossos amigos e nossos projetos futuros pudessem servir de modelo a toda Terra.

Outro dia, alguém me perguntou como vai criar seu filho nessa corja (corja=igreja), nestes bastidores sujos, com essas pessoas sem alma... eu a interrompi, e lhe disse: "Ensine o caminho que eles devem andar". Então, aquela entristecida mãe me disse que levava seus filhos em todos os cultos, em todas as EBD, em todas as programações... novamente a interrompi, e lhe disse: "Ensine o caminho que eles devem andar". "Você é quem vai dar a direção para eles, você é quem deve ensiná-los caráter, cordialidade, bondade, misericórdia, generosidade, compaixão...".

Assim, e somente assim, poderemos fazer do hino gaúcho um hino de nossas vidas.

Em Cristo,
Kiko

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Auto Biografia em Cinco Breves Capítulos

Capítulo 1
Caminho pela rua. Há um grande buraco na calçada. Caio nele. Estou perdido - estou desamparado. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar uma saída.

Capítulo 2
Caminho pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Finjo que não o vejo. Caio nele mais uma vez. Não consigo acreditar que estou no mesmo lugar, mas não é culpa minha. Ainda leva muito tempo para sair.

Capítulo 3
Caminha mais uma vez pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Vejo que está ali. Continuo caindo nele... virou hábito. Meus olhos estão abertos. Sei onde estou. A culpa é minha. Saio na mesma hora.

Capítulo 4
Caminho pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Dou a volta.

Capítulo 5
Caminho por outro rua.

Este é um texto de Portia Nelson, o qual encontrei num livro de J. Maxwell em que este fala sobre o poder de nossas escolhas, pois não vamos ter tudo que queremos, mas teremos tudo que escolhermos.

Portanto, cuidado com seus buracos!

Em Cristo,
Kiko

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

NO LIMITE DA VINGANÇA

Todos sabem do Reality Show do momento, No Limite. Ontem eu assisti. E, se você acha que vou falar mal como os hipócritas que condenam, mas não perdem um, podem deixar de ler aqui neste ponto final. Quero falar de algo que não só vi, como senti o gosto. Foi nesta última quinta-feira (03 de Setembro).

Há uma participante chamada Sandi, como todos os demais, ela está jogando para conquistar R$500mil. E a estratégia dela é ressaltar os defeitos dos outros... para os outros, ou seja, fofoqueira. (A estratégia dela é muito parecida com a prática das igrejas evangélicas atuais – para nossa triste vergonha). Outras duas concorrentes não gostaram e partiram para a briga, e o jogo virou contra a caluniadora. O famoso tiro saiu pela culatra. Era certo que ela teria mais uns momentos de vida no programa. Era só o tempo de uma votação eliminatória e adeus traíra.
Porém, havia uma esperança, o colar da imunização, e ela encontrou! Tudo bem até aí, o melhor ficou para o momento de votação. As duas meninas haviam preparado tudo para tirá-la do jogo, mas segundos antes de iniciar a votação foi o momento em que a Sandi apresentou seu colar salvador. Foi demais! Os olhares, os pensamentos aparecendo em rede nacional: “O que fazer agora?”.
Enquanto a Sandi desfrutava do doce sabor da vingança. Seus lábios transbordavam de alegria, e seus olhos brilhavam de satisfação. E temos que confessar: a vingança é muito boa!

Então, pus-me a pensar. (Claro que pensei em meus inimigos, os que me querem longe, os que fazem complôs infantis contra mim. Mas, isso é outra história).
E, depois de pensar, escrevi o que senti e quero levar, o caro leitor, a um pouco do que é o gosto da vingança. Acompanhem comigo:

Vamos até o grande dia do Senhor. Naquele onde todos estarão grandes e pequenos, pretos e brancos... enfim. Naquele dia que dinheiro não esconderá ninguém. Religião alguma terá valor. Naquele dia em que todos os joelhos se dobrarão e a uma só língua confessarão que Jesus Cristo é o Senhor.
- O Diabo e seus demônios estarão lá, aflitos, manhosos e horrorizados. Vai começar! Eles serão os infernizados e não mais nós, os filhos do Eterno. Eles não mais bramarão como um leão buscando a quem possa tragar. Eles não mais roubarão, matarão e destruirão. Eles não mais colocarão fim em sonhos, casamentos e amizades. Vai começar o fim!
- Naquele momento, eles serão esmagados pelos santos pés do Messias; serão consumidos com um sopro Divino e agonizarão eternamente no lago de fogo e enxofre.

Delícia a vingança, não?!

Em Cristo,
Kiko Machado.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ESCOLHAS

Alguém já disse que somos o fruto das nossas escolhas; assim como John Maxwell escreveu que somos hoje o que lemos há 5 anos; e como não citar o Livro dos livros quando sentencia: “as más companhias corrompem os bons costumes” (I Co 15.33). No entanto, tudo teoria! “Conversa para boi dormir”! Nada válido no campo das realizações, apenas no plano das idéias. Ou seja, são frase bem escritas e ótimas para serem citadas em palestras motivacionais, sermões bíblicos e formaturas. Pois é bem verdade que jogamos nossas escolhas no ventilador do destino e depois dizemos: “Que seja o que Deus quiser”.

Escrevo isso porque sei o que acontece no coração quando estamos diante de escolhas importantes. Rapidamente e inconscientemente pensamos qual será a melhor para nós, o que não significa que será a melhor de fato.

Conheci hoje a história de uma mulher guerreira, uma negra chamada Lena Baker do estado de Geórgia, EUA. Ela foi condenada a cadeira elétrica e morta em Abril de 1945. E, observei que para morrer eletrocutado não é necessário muitas escolhas erradas, e sim um ou duas. Uma ou duas “fechadas” de ouvido ao conselho dos sábios, dos pais, da Bíblia. Um ou dois.
Essa pobre mulher, dona de uma voz etérea, influenciada pela amiga escolheu deixar o coro de sua igreja para cantar para “mais gente”. Depois, escolheu lugares onde não só sua voz era percebida, mas também seu corpo moreno. E, para realizar seus sonhos mais rápidos ainda, escolheu a vida oferecida nos prostíbulos da época, ficando assim conhecida em toda a cidade.
Duas escolhas idiotas que a fizeram escrava sexual de um corrupto autoritário da cidade, e no dia em que tentou se libertar, teve que lutar para continuar viva e matar seu opressor.
Lena Baker se tornou a primeira e única mulher a ser executada na cadeira elétrica no estado da Geórgia, e sua execução durou 6 minutos e muitos choques. Um ou duas escolhas erradas!

O que me incomoda é que tantos anos depois ainda morremos inocentemente pelas nossas escolhas erradas. Estamos em uma sociedade descomprometida e desinteressada com o que estão plantando, sem ao menos pensar o que vão colher.
- Programas de televisão se expõem numa luta patética para mostrar quem é mais pornográfico;
- Criancinhas continuam dançando seminuas por este mundo a fora;
- As músicas pobres e tendenciosas multiplicam-se como capins;
- A política não oferece um salvador;
- O ensino se deteriora e deteriora seus mestres...

Caro leitor, a sua vida é repleta de escolhas, geralmente difíceis e em momentos difíceis. Escolha o que Jesus escolheria!
Escolha o amor, a compaixão, a bondade, a misericórdia, o perdão... até pode ser conversa fora de moda, mas é esta conversa que livra os seres humanos da morte, não das mortes de cadeiras elétricas, mas da pior: a de morrer e continuar vivo.

Em Cristo,
Kiko

sábado, 29 de agosto de 2009

O Encantador de Corações

Nada mais avassalador do que problemas fora do nosso controle!
Perdemos o sonho, a fome e o sossego. Um comercial de margarina é o bastante para desabar cachoeiras de lágrimas; uma música antiga nos leva ao poço da melancolia; e a voz de um certo alguém nos tenta ao ‘partir’.
Como é triste estar triste, e pior ainda é ser triste.
Mas, algo ainda pode ser pior: A tristeza sem causa; a completa ausência de respostas para um semblante que pergunta... pergunta o que? Não sei.

Então, corramos para o Dr Hollywood e todos os nossos problemas serão resolvidos. Vamos ‘acertar’ esses defeitos de fábrica como este nariz torto, essa papada que não tinha e esse olhar cansado... isso tudo um após o outro, pois quando começamos a ‘consertar’ nossos defeitos, outros tantos aparecem. E, assim, erroneamente, seguimos o caminho contrário, porque queremos alegrar o coração, aformoseando o rosto, quando Deus disse que é ao contrário! (Pv 15.13).

Desta forma, e somente desta, é que podemos suportar o ‘como’ da existência humana. Só assim, quando nos vimos sem saída, a tristeza já se apoderou de nós, notamos que todas as saídas estão fechadas... então, olhamos para cima, e ali está o Encantador de Corações, esperando:
- ...que entendamos que devemos procurá-Lo, porque ainda O podemos achar;
- ...que nossos problemas podem deixar de ser nossos, e serem trocados por um fardo leve;
- ...que somos uma categoria acima dos vencedores, os Mais que vencedores.

Deus, o encantador do meu coração.
Encante-se!

Em Cristo,
Kiko

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Mais de Deus.

Momentos antes de entrar no palco e expor meus argumentos bíblicos de que Deus mudara de endereço e a sua nova morada é o coração humano; estava orando e clamando a Deus por mais. Não queria mais uma palestra, eu queria mais. Não queria mais algumas músicas, eu queria mais. Não queria algumas orações, eu queria mais.
Entre clamores e algumas lágrimas, o Altíssimo me perguntou:
- “O que você gostaria que acontecesse no seu ‘mais’?”.

Silenciei minhas palavras, assim como as músicas da igreja – afinal de contas, não ouço Deus tão claramente todos os dias. Em meu barulhento silêncio, inicialmente me assustei, e depois pensei. É como se Deus importasse com o meu mais, e por conseqüência, Ele poderia dar o Seu mais. Então, mergulhei-me! Avancei nos labirintos mais escondidos da minha alma para saber o que eu estava pedindo de fato.

Eu queria que a presença de Deus fosse o mais real possível, para que todos que estivessem naquele lugar experimentassem o que cantam há tantos anos. Queria poder ‘sentir’ mais Deus; queria algo mais que vãs repetições de textos; queria que as palavras fossem flechas penetradoras de corações, e assim, esses corações fossem derramados diante do grande Eu Sou.
Queria que as lágrimas não fossem contidas por medo de serem confundidas com as de outras igrejas (estou cansado dessa idiotice!). Desejaria muitos que as músicas fossem louvores, orações enviadas diretamente à caixa de correspondência de Deus; e não somente – e simplesmente – músicas cantadas para a projeção do Data Show.
Queria muito que o termos possessivo “meu” pudesse ser substituído por “dele”. E, assim, não barrarmos sonhos de crescimento no fator finanças.
Também gostaria que houvesse mudanças, transformações, metamorfoses como esposo, esposa, funcionário, patrão, filhos...

Eu respondi tudo isso!
E o mais de Deus veio... e o culto foi tremendo!

Em Cristo,
Kiko

O Deus Diminuído

Não são poucas as vezes que buscamos limitar o ilimitado. Pois, diminuindo o Imensurável poderemos nos enganar ainda mais. E, neste frenesi pelo auto engano conjunto a fome de auto endeusamento, encontramo-nos pobres, cegos e nus.
Neste texto quero relatar o quanto os mínimos seres humanos tem diminuído o máximo Deus das alturas.

É bem verdade que muitos Salmos, como o 91, não são mais realidade para uma multidão, ele mais serve de amuleto do que verdade aplicativa à vida. Até porque muitos crentes já morreram com as pestes que voam a noite, não somos imunes nem mesmo a gripe A.
Não conseguimos saber onde é – ou está – o esconderijo do Altíssimo, muitos menos como descansar à Sua sombra.
O que seria fazer (na prática)do Altíssimo o nosso abrigo e refúgio, para que assim nenhum mal nos atingisse?! (vrs. 9 e 10).
“Essa é uma interpretação errada e pobre!” – Dirão os teólogos sabichões, e de antemão já respondo:
“Mas, é isto que o povo crê, e é isto que vocês pregam quando não estão enfeitando suas aulas com palavras rebuscadas!”.

E, no meio de ignorantes leitores misturados a sábios teólogos (de Araque), o Deus ilimitado está cada vez mais limitado. Deus está cada vez mais preso em nossos achismos. Se Ele age fora de nossas esferas de explicações dizemos que isso não pode, que se trata de invencionismo de alguma igreja. E, Deus fica diminuído.

Penso em libertar o Grandioso Eu Sou?
Em absoluto, apenas desejo que todos voltem a ver e crer em um Deus Ilimitado. E assim, compreendendo que ele ainda é Onipotente; desejo que entendamos que o ilimitado somos nós! E, compreendendo que o ilimitado somos nós poderemos – então – voltar a descansar no Ilimitado, ou seja, à sombra do Altíssimo.

Em Cristo,
Kiko

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Michael Junior

Michael Jackson não morreu!
Pelo menos esse é um dos mistérios que ronda a morte do astro. Assim como a possibilidade de ele já ter morrido há muito tempo e só ter vindo à tona agora. Outro mistério é o seu caixão fechado, ninguém viu o defunto. E mais, porque seus grande – e poucos – amigos não estiveram no funeral show?! Porém, a mais bombástica das notícias sensasionalistas é esta: Ele voltará em Novembro! Ou seja, tudo isso não passou do maior golpe de marketing da história.

Especulações e esquisitices à parte, a verdade é que o Michael Jackson mexeu com o mundo... não, melhor, ele fez um terremoto no mundo! E o pior, é que o cara (morto ou vivo, não sei mais) continua vendendo disco a doidado! O rei do pop honrou o ditado e não perdeu a majestade... mesmo morto.

Em contrapartida a todo esse sucesso e cachoeira de especulações, deste lado dos meros mortais, está o meu irmãozinho, o Junior. Não está quebrando recordes de vendas ou marcando shows bilionário, é que meu irmão odiava o Michael Jackson. Sim, não precisa ler de novo, o caçula dos meus irmãos tinha uma espécie de Jacksonfobia. Era o ex-negro branquear na telinha para o meu irmão correr ou esboçar um choro.
Certa vez, eu pedi para que ele trocasse os canais para mim, e de repente, enquanto fazia o seu ofício e contava seus casos futibolísticos... o som (triller)... a imagem... o mostro. Meu pequeno irmão paralisou por alguns segundos, como o rei do pop, branqueou, e com os olhos esbugalhados me perguntou: “O que eu faço agora?”
Graças a Deus, era só um comercial da MTV, pois quase que nós morremos – Ele de susto, e eu de tanto rir!

Então, se tudo isso for de fato uma campanha publicitária, o ex-líder dos Jackson Five voltaria com força total e com novos fãs, ou pelo menos com mais um: O Junior. Sim, ele também virou fã do astro black or white. Agora, quer ouvir suas músicas, imitar seus passos e ver seus clipes. (E, confesse que você também gostaria de vê-lo voltar dos mortos para fazer o Moonwalker!).

Com tudo isso podemos concluir que Michael soube encantar o mundo deste lado durante 50 anos, no entanto, existe um mundo do lado de lá para eternidade. Como ele estaria se saindo lá???

Em Cristo,
Kiko Machado

quarta-feira, 29 de julho de 2009

É Tempo de Crescer

Chegou um novo tempo!
Começamos uma reforma. Não como a Protestante e suas 95 teses luteranas, mas uma reforma de valores próprios, familiares, financeiros e espirituais.
Em alguns meses estaremos dando cabo de mais um ano, e lá, no dia 31 de dezembro, olharemos para o hoje e muitos se darão conta de que não cresceram, de que mais um ano se foi, de que os tempos são maus e rápidos, e que nada volta mais.
Assim, é tempo de crescer. É tempo de viver com força, com vida, é tempo de viver praticando as lições da existência. É tempo de colher a vida como se fosse um fruto maduro.
Findou-se o tempo de viver pensando que não vamos morrer, e morrermos como se nunca tivessemos vivido.

Observem essa história:
Um grande sábio, certa feita, em suas cansativas andanças por este mundo a fora, sentiu-se seguido por um jovem. Os dias se passaram e de fato um moço o seguia. Então, em um desses dias, o mestre virou-se para ele e lhe perguntou como poderia ajudá-lo. A resposta do jovem foi convincente:
- “Quero viver um tempo de crescimento em minha vida. E, vejo que o senhor já conseguiu isso, quero descobrir o seu segredo”.
Então, o velho sábio lhe prometeu revelar o segredo do crescimento, mas para isso ele teria de vendar os olhos e seguir o mestre pela mão. E, desta forma aconteceu. E por longos e intermináveis dias, os dois andaram de mãos dadas por lugares íngremes, úmidos, outros secos e calorentos. O jovem caiu, esfolou-se e chateou-se. Ele cansara.
Então, passados alguns dias, o mestre perguntou a seu discípulo:
- “Ainda desejas iniciar um novo tempo em sua vida?”.
O jovem não tão animado como há alguns dias, respondeu:
- “Sim!”.
O mestre desvendou seus olhos e grande foi a surpresa do menino como o que viu a sua frente.
O sábio ancião lhe disse: “O seu tempo de crescer acontecerá quando você tiver a coragem de olhar e avaliar a si mesmo. E, então, retirar tudo que impede o crescimento que Deus quer dar a todos os seres humanos”.
O velho havia levado o jovem para frente de um espelho.

É tempo de crescer, e para isso trabalhe em si mesmo a Excelência, a Comunidade, a Bondade; o Poder e a Visão.
"É tempo de crescer" - (Nova série de mensagem de nossa igreja).

Pr Kiko

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um Dia Depois de Amanhã.

Pensei que ia morrer!
Calafrios, tosse seca, uma terrível dor de cabeça e as constantes informações sobre a nova gripe, fizeram-me pensar que não haveria um dia depois de amanhã.
Não sei se você já passou perto das portas da morte (tomara que passe), mas quando passar – mesmo que de longe – saiba que ela é estranha, tenebrosa e reflexiva... Reflexiva?
Sim. Quando estamos com a impossibilidade de não mais viver um dia depois de amanhã, um filme, cujo ator principal somos nós, passa em nossa mente. E algumas dessas imagens relato aqui.

1. Meu inimigos falariam tão bem de mim que eu tentaria levantar do caixão. Sei que me exaltariam e diriam que nossos problemas eram de ordem profissional.

2. Meu amigos sofreriam a perca de um grande amigo, pois todos meus amigos são grandes.

3. Eu lamentaria muito não ter passeado pelo Louvre, não ter dirigido – e comprado – uma Ferrari e por não ter surtado mais (deixei ‘passar’ muita coisa por querer “a paz com todos”).

4. Sofreria por não ter amado e cuidado mais do maior e melhor presente que Deus me deu: Rose Flores.

5. Choraria muito por 31 anos de vida e tão poucas contribuições para a humanidade. Nunca plantei uma árvore, não fiz um filho e – o pior de todos – não escrevi o meu tão sonhado livro.

6. Não me tornaria o tão desejado líder, escritor e pregador que sempre sonhei em minha existência. Morreria no esquecimento; pessoas ririam no meu velório, e a vontade de ir embora logo seria bem maior do que a vontade de dar o último adeus.

7. Clamaria todas as misericórdias possíveis, cada gota dO sangue santo, pois no leito de quase morte eu me vi um grande pecador (e dos bem grande mesmo).

Um dia depois de amanhã é hoje (Domingo) e estou mais vivo do que nunca. Cruzei perto da tal porta, mas não entrei. Ainda estou aqui. E se estou aqui tudo – ainda – é possível.

Você está vivo? Então, ainda é possível! Faça uma lista ousada, criativa e sonhadora, ainda há tempo!

Em Cristo,
Kiko.

terça-feira, 21 de julho de 2009

E Se Jesus...

Aconteceu de novo!
Eu explico.

Era uma noite fria e brilhante de um santo Sábado. O local estava pronto com plumas e paitês. Adultos bem vestidos e adolescentes com gravatas tortas. Doces infantis na entrada da festa marcavam a passagem de uma era. A pista de dança estava linda e mostrando que seria uma noite inesquecível. Fotos gigantes decoravam as paredes roxas. Tudo pronto! Estava para começar uma festa de 15 anos.

A aniversariante estava linda, fez duas entradas triunfais, dignas de uma menina-moça. Homens maquiados (ex-palhaços) alegravam a festa com seus fogos voadores e saltos horripilantes.
A festa rolava solta. Todos bebiam, dançavam e se beijavam. Todos pulavam, dançavam e se divertiam. Todos riam, dançavam e cantavam juntos. Todos estavam felizes. Enquanto eu pensava.

Aconteceu de novo! De novo pensei o que não gostaria de pensar... e o pensamento era esse: E se Jesus... não tivesse nascido... para mim?! E se Jesus não tivesse me chamado?!
Esta pergunta me atormenta por muitos anos. Nunca conheci o “mundo”. Chego a pensar que é o Diabo sujo... sei lá.
Porém, dessa vez, relatarei o que pensei:

- Eu dançaria!
Não queria beber, fumar ou ficar, eu gostaria de dançar. Dançar até cansar. Dançar bonito. Dançar sem olhares maliciosos e condenatórios. Eu só queria dançar!

(Puxa, sinto-me num confessionário virtual!)

E se Jesus me perguntar no grande dia....
- E por que não dançou?!

E terei vergonha de responder...

Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 13 de julho de 2009

31

Consegui vencer uma tentação. A tentação de escrever na semana do meu aniversário. Agora já passou (07 de Julho), “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Mas, a bem da verdade, eu não queria compartilhar com vocês o aperto no coração quando chego aos 31 com poucos sonhos realizados. Não queria que vocês ouvissem minhas palavras lamuriosas. Também não queria que vocês soubessem os segredos mais íntimos que tenho quando abro meus álbuns de fotografias.
Velhos sorrisos me fazem chorar.
Antigos abraços me dão saudades.
Passados momentos me levam onde nunca mais estarei.
Beijos não dados me fazem lamentar.

Semana passada, em meio a todas essas tentativas de ressurreição, escrevi sobre o presente que me dei: mais um HotWheels. O texto ficou tão ruim que não tive coragem de publicar, e assim venci a tentação. Pois pensei que havia esquecido fazer as palavras dançarem, cantarem e poetizarem. Queria contar sobre a criança que há em mim (espero) ainda está viva, alegre e saltitante usando um carrinho de hotwheels, todavia, ao me ver de boné para trás, “furando” onda na praia de São Pedro, magro e sem camisa, aprendendo a jogar futebol com meu pai... O carrinho se tornou uma idéia patética de dizer o que não mais sou.

Então, o surpreendente Deus me deu um presente através das palavras de William Temple:
“Cultuar é avivar a consciência pela santidade de Deus; alimentar a mente com a verdade de Deus; purificar a imaginação pela beleza de Deus; abrir o coração ao amor de Deus e; devotar a vontade aos propósitos de Deus”.

Assim, aos 31, descubro que já fui, que sou, e que ainda vou ser muito! (Graças a Deus!)
E, fica aqui a minha declaração de amor cantada à vida:
“Te amo muito mais que ontem, hoje, muito menos que amanhã”.

Em Cristo,
Kiko



PS: Amo HotWheels.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FAZEDORES DE HISTÓRIA

Nessas maravilhosas férias que tive ao lado de pessoas que amo, estive com um pastor que tenho orgulho de chamar de “meu”. Numa gélida quarta de estudo na Primeira Igreja Batista de Santa Maria, o Pr Roosevelt fez uma participação na pregação que foi bombástica:
“Abraão, Davi, Salomão... não sabiam, mas estavam fazendo história. Nós sabemos que estamos fazendo história?”.
Pronto! Estava lançada mais uma pergunta que tiraria algumas horas de sono e daria origem a essas palavras.
Eu sou um ‘fazedor’ de história.
Por isso, não que ser igual a ninguém, quer ser o que a Bíblia diz que eu sou...
Quero viver o milagre do som das águas; dos fachos de luzes do pôr-do-sol; do abraço materno e do beijo apaixonado...
Quero que os inimigos cresçam tanto quanto crescem os amigos, pois assim, eles continuarão insignificantes e desprezados...
Quero perturbar o sono dos religiosos e dos liberais...
Quero que minha língua seja a pena de Deus, como Lutero...
Quero falar com a força de um Tsunami e amar como uma brisa praiana...
Quero escrever e ter livros queimados, pois só estes entram para história.

Por fim, quero viver essa surrada vida em abundância, como me fora prometido, pois quero dar muito trabalho a meu biógrafo!

O convite está feito, amigo fazedor da história!

Kiko Machado

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estou em Férias

Nestes dias de descanso, tive o prazer de reencontrar meu primeiro mentor espiritual, o pastor que me mostrou que pensamentos precisam de asas, pois assim, e somente assim, eles cumprem seus papéis de existência.
Este homem de Deus, que já é um homem de Deus só pelo fato de ter acreditado em um jovem gótico (e bem louco) como eu! Muitas foram suas lições, e entre elas está como aproveitar esse período chamado férias. Ele sempre dizia que as férias era um estado do ser, e não necessariamente um estado onde se está (o trocadilho é meu!). Esse amado irmão, enfatizava que férias – na essência da palavra – era uma forma de ver o mundo sem precisar abrir os olhos. E isso era uma verdade que não conseguia entender, até que o Senhor Deus por minha existência em um liquidificador chamado vida, e foi quando passei a ver e viver o mundo de vários ângulos.

Hoje, não sou estou no sonhado museu do Louvre, mas estou saboreando a carne de panela, o molho e o bife na chapa da mamãe.
Não estou em Israel e todos os seus lugares históricos e misteriosos, mas estou vendo meus irmãos jogando Fifa 2009 no Playstation.
Não estou sobrevoando a torre Eifel, mas, gripado, estou sendo medicado pela minha irmã enfermeira e minha mãe coruja.
Enfim, estou esquecendo que existe relógio, compromissos, agendas... estou em férias.

Às vezes, chego até a pensar em ficar nesse estado de inanição, esperando a morte chegar com a boca escancarada e cheia de dentes, mas quando lembro de Igreja Batista Boas Novas, Jubasinos, Lighthouse, Conferências, Células, Discípulos, Crescimento, Louvor, Livros... vejo o quanto quero viver, o quanto quero ficar até o fim da festa, até a última gota. Quero viver com intensidade, com plenitude; quero colaborar com meu biógrafo, quero escrever e fazer história.

Meu primeiro pastor estava certo, férias tem que ser um estado de ser; um refletir da vida; uma reavaliação de valores; um aproveitar das simplicidades dessa complexa existência.
Estou em férias, nos dois sentidos.

Em Cristo,
Kiko Machado.

terça-feira, 9 de junho de 2009

EMO

Dia cinza...
Pessoas entocadas...
Carros molhados...
Olhares neutros...
Renguear de cusco...
Janelas fechadas...
Braços cruzados...
Frio!
Que dia frio, cinza e molhado.
Para piorar, ainda estou entrando de férias. (Não, não sou louco por trabalho, o problema é que estou de mudança de casa, dependo de assinaturas de homens mega ocupados), também estou com problemas de liderança, perguntas sem respostas, saudade dos amigos, falta de amigos, excesso de problemas, borracharias (furou de novo!)... Dia cinza, frio e molhado.
Dá uma vontade de colocar para rodar “Quebre as correntes” ou “Velha história” e chorar, chorar e chorar!

A Rose diz que: “De médico, teólogo e louco, todo mundo tem um pouco!”, hoje quero aumentar o "Emo". Todos nós temos um Eminho guardado dentro de nós! Todos nós escondemos nossas lágrimas diante dos infortúnios da vida, e com os legais também. Todos temos um Emocore no roupeiro, e ele bate forte às portas quando nos encontramos sem saída, tristes e desesperançados.

Eu queria ser emo. (Claro, não queria pintar os olhos, os lábios e nem deixar meu cabelo com visual de “opa, levei um choque, e depois uma vaca me lambeu!”).
Hoje, por exemplo, estou tão emo que estou escrevendo este texto emo. Texto sem cor, sem vida, sem rima, sem cadência....
Puxa, acho melhor parar com isso, pode ser comprometedor. Posso ser uma espécie em extinção, ou seja, um emo assumido, e todo emo que é emo não pode dizer que é emo!

Mas... Esqueça tudo isso, companheiro!
Nós, adultos, nos especializamos em esconder sentimentos, até mesmo nossos sorrisos em abundância são perigosos – já dizia Adolf Hitler. Continuemos carrancudos, enfadonhos e chatos, pois nosso tempo de expressar corações já se foi...
(Porém, No entanto...) Todavia, se você não importa com rótulos, aqui vai algumas dicas Emos:
- Chore um pouquinho de vez em quando...
- Lamente em outro...
- Abrace um amigo...
- Escute uma música de paixão...
- Fique um pouco mais na cama... durma mais cedo... chore no fim do filme...
- Sorria em gargalhadas... tire uma onda... faça beicinho...
(Mas, nunca – nunca mesmo – pinte os olhos e os lábios!).

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 4 de junho de 2009

As Borracharias da Vida.

Nada como passar parte da sua vida em uma borracharia! Sim, é uma delícia todos aqueles pneus velhos, estouros estranhos, mulheres pobres (sem roupa)... e o que dizer da banheira ex-branca com uma água preta e fedorenta?! Nada pode ser melhor que passar uma tarde numa borracharia. Só uma coisa pode ser melhor: A forma que se chega até ela.
Eu conto:
Eram oito horas e vinte cinco minutos de uma gelada manhã de Junho, eu, o oficial motorista da minha esposa, tinha a árdua tarefa de deixá-la no trabalho às 8:30. Tínhamos longos cinco minutos para chegar até o Banco... se não fosse o pneu furado! O restante da história prefiro censurar para que não pense mal de mim!

Mas, de lado os “pitis” que um pneu, uma esposa e uma borracharia podem nos causar, a grande moral é pensar na imprevisibilidade da vida, ou em um português mais arcaico: As Borracharias da Vida. Você nunca sabe quando elas aparecerão ou serão necessárias.
E, diante da banheira de pneus, pensei que isso poderia ser um aviso do que será a morte. Se não programamos uma borracharia, quem o fará com relação a morte?! Quando ela bater a nossa porta e nós abrirmos, e de cara com ela veremos o – famoso – filme das nossas vidas, as coisas que deixamos de fazer, as que fizemos e não devíamos... enfim, certamente, morreremos de desgosto.

Então, se não pensamos nas borracharias da vida, nas mortes da vida... quem pensa no pós morte?! Quem de nós está realmente pronto para encontrar com o seu Deus ou deus?! Quem conta os dias para ver as mãos furadas de Jesus, ou a furada que o Diabo lhe meteu?! Quantos de nós planejamos nossa eternidade sem choro, ou com o choro da eternidade?!

Como diria o meu pai: “Pois é, temos que ver isso!” (Resposta que ele dá quando não está muito interessado no assunto!). Essa pode ser nossa resposta.
“Afinal de contas, pneus não furam todos os dias. E morrer, isso é coisa de velho e de acidentados!”.

(Silêncio para reflexão)



Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 1 de junho de 2009

“Os Mortos continuam mortos!”

Estou arrasado! Não pelo absolutismo literal do título, e sim pelo sentido pejorativo do mesmo, ou por estes mortos estarem vivos. (Eu explico...).
Durante este período de existência que chamamos Vida, acumulamos experiências, os quais nada mais são que o somatório de nossos erros; erros estes que são inevitáveis deste lado do céu. Todavia, a forma como tratamos eles podem nos levar a morte, sem que necessariamente precisemos morrer!

Determinados erros se arrastam como bolas de chumbo presos as nossas costas, impedindo-nos de andar rápido e muito menos voar, e viver é voar, e voar alto, bem alto.
- Quão torturante é para “ex-mãe” que carrega consigo um inconsequente aborto adolescente...
- E o que dizer do esposo que dorme e acorda com a amante de uma noite de carnaval?!
- Mas, então podemos falar do enriquecido pelos pescoços que acumulou para subir na vida, e hoje lamenta os tantos pais de família que jogou na sarjeta do desemprego!
Estas e uma inúmera coleção de intempéries da vida (burradas, em português!) matam seres vivos, sem levá-los à cova, mas os mata lenta e progressivamente. E o grande problema, é que esses mortos continuam mortos.

Pessoas assim não podem reviver sonhos, não podem visitar determinados lugares, sentirem determinados cheiros, terem certos olhares... pois, um – ou todos estes – levam o indivíduo ao seu torturante passado, lá onde encontraram-se com o tribunal do inferno. Então, estão ou não estão mortos àqueles que não podem viver a vida em sua plenitude?! Alguém estaria vivo tendo que se abster de coisas da vida?!

Diante dessa verdade sepulcral, Jesus afirma que seu fardo é leve, que pode aliviar o cansaço e ensinar a viver (Mt 11.28-30). Mas, como?
1. Confessando.
Apesar de não ser católico, sou adepto da confissão! (Tg 5.16).
2. Trabalhando.
Após confessar, precisamos ir à luta, não fomos criados para ver a banda passar, nascemos com baquetas nas mãos! Ou seja, “boas obras”. (Ef 2.10).
3. Praticando.
Todos acreditam em Deus, mas poucos creem! O verbo “crer” nos leva ao campo da prática (Mt 7.24).

Então, os mortos continuam mortos... se quiserem! Pois os vivos em Jesus jamais verão a morte. E ainda, podem andar aliviados e descansados.

PS: E a propósito, sinto-me bem melhor... pois estou vivo!

Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CLICHÊS

Não sou adepto dos clichês, e gostaria de comprovar o meu desgosto com os mesmos:
1. Inverdades sujas com roupas limpas.
- "Deus ajuda quem cedo madruga".
Diga isso aos assíduos frequentadores das filas do SUS!
- "A voz do povo é a voz de Deus".Desde quando?! Desde a escolha de Saul como rei ou da crucificação de Jesus?!
- "Deus está no controle de tudo".
Esse é um dos mais detestáveis. Falamos isso quando perdemos o controle de tudo, e então só resta jogar a culpa para cima dEle.

2. Escritos errados.
- "Quem não tem cão, caça com gato". (Como assim?!)
Quando o certo seria: "Quem não tem cão, caça COMO gato"!.
- "Cuspido e escarrado" (Que nojo!)
Quando na verdade deveria ser a lida expressão de: "Esculpido em Carrara" (do mármore de Carrara, na Itália).
- "Cor de burro quando foge" (O burro trocaria de cor para fugir?!).
Na verdade é: "Corro de burro quando (ele) foge". (Ah, bom!).

Apesar das explicações, ainda nao dizem nada de especial e que valha para a realidade.

3. A Indignação
No meio destas mostruosidades de ditos populares, há alguns que quase me engaram e que também são a fonte de minha indignação:
"O RS não tem jeito! É assim mesmo!".
"Aqui (RS) o evangelho não tem vez!".
"O gaúcho é duro de coração, nunca haverá grandes igrejas por aqui!".

Eu não só tenho vontade de dizer "tá amarrado" (outro que detesto), como vou desamarrar!
Chega!
O Deus que atua em São Paulo, Rio, Curitiba, Flórida, Austrália... é o mesmo que atua aqui! Porém, Ele precisa de bons plantadores e regadores, pois o crescimento é com Ele. E enquanto, ficamos processando que temos um "deus gaúcho" e que ele não pode fazer nada, realmente ele não poderá, pois não estamos falando do grande Deus de Israel!

Vamos, leitor!
Vamos repensar se estamos plantando e regando...
Vamos quebrar paradigmas e rever liturgias, avisos, evangelismo, músicas...
Vamos olhar para os jovens, adolescentes e crianças!

O desafio está lançado!

PS: Claro que é bem mais fácil dizer que "Deus escreve certo por linhas tortas", mas então, você fica com esse deus vesgo, que vou atrás do Deus escritor da história.

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O que eu não daria para...

Registro de algumas coisas que adoraria poder viver de novo.

- Viver os dias após o almoço que minha mãe “catava” meus piolhos, debaixo do sol quente de maio, e lágrimas desobedientes caíam do meu rosto, não de choro, nem de tristeza, era apenas a dorzinha gostosa de todos os fios da minha cabeça serem puxados pelos dedos especialistas da minha mãe.

- E a correção de temas da escola?! Nunca imaginei que lembraria com saudade das torturantes tardes quentes e ensolaradas, ou frias e chuvosas, que lá estava a minha mãe aos berros para que eu transformasse garranchos em palavras normais.

- O que eu não daria por aquele convite do pai às 7hs da madrugada para eu ir para as deliciosas aulas do primeiro grau. Acordava já com cheiro do café e da torrada me esperando. E esse celestial ritual se arrastou até meu segundo grau.

- E como não esquecer o futebolzinho na Praça do Mallet todos os sábados à tarde, com o pai, o Adriano e os primos. As brigas, os toques, os gols, as “torcidas”...

- Também gostaria de viver os cultos de ceia na “quarta igreja”. Uma multidão que fazia fila até fora da igreja para que pudessem pegar os elementos do rito, enquanto o som pegava sem parar e o pastor ministrava como se fosse o último culto de sua vida.

- O que eu não daria para reviver as piadas e imitações hilárias de meu irmão Adriano; as brigas dele e do Jr. no eterno duelo de futebol de Playstation; e a Ariane passando na frente da Tv para pegar alguma coisa no “camiseiro”.

- E por falar em passar na frente, como não esquecer às inúmeras vezes que eu, o pai, o Adriano e o Jr., estávamos olhando uma importante partida de futebol, ou um simples compacto de jogo, e bem na hora “h”, na corrida para bater o pênalti, na hora do lance duvidoso... a mãe passava em frente a Tv para ver o movimento da rua! (Detalhe: não há muito “movimento” por lá!).

- Puxa, e os passeios à casa da Tia Olinda?! Subindo as famosas escadas da sua casa eu me sentia gente, sentia-me na capital, sentia-me dono do mundo. Quando voltava para casa, ficava calculando quantos dias faltariam para eu subi-las novamente.

- O que eu não daria para viver novamente uma noite na praia de São Pedro, tomando sorvete, o Junior incomodando para ir embora, o Adriano de cara-feia, a Rose do Adriano louca para dançar, a mãe olhando pela janela, o pai tentando acalmar o Junior, a minha Rose sentada morrendo de sono (também) tentando se mostrar ativa, e a Ariane me tentando para irmos fazer festa em Torres, em suas palavras: “Eu pago a gasolina, só preciso de um parceiro!”.

O que eu não daria para viver um monte de coisas de novo!
A vida não anda rápido, a vida voa. Por isso, quero viver cada minuto como se fosse último... até porque eles são os últimos mesmo.

Kiko Machado.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ser/Ter Um Amigo

Certa feita, um dos melhores oradores e líderes do Brasil – Ed Rene Kivitz – postou em seu blog o desejo ardente de ter amigos! Isso mesmo: Amigos! Na época, pensei que poderia me candidatar, afinal de contas, imaginei, “amigos são para essas coisas mesmo!”. Sonhava que ser/ter um amigo, seria mais simples que o pirulito e a criança. Mas, a criança já era lutadora de jiu-jitsu!

O tempo decolou e ganhou a velocidade da luz, e num curto período de tempo, fiz descobertas impressionantes, entre elas a de que ele estava certo!
Por isso, comecei a pensar nos amigos que deixei (ou perdi) pelos altos ares de minha vida, e tenho concluído que conhecidos são muitos, mas amigos... fazem uma falta incrível.

Aqui registro alguns que deixei/perdi pelo caminho:
- Infância: Rafael, Edinho, Adriano e Roger...
- Adolescência: Antonio, Nego, Cid e Nilton...
- Juventude: Luciano e Marcelo.
- Adulto: Adriano, Pr Mauro e Pr Ailton.
(Deixei de fora os mentores, pois são mais que amigos, são ídolos: Pai, Pr Roosevelt, Pr Baier e Pr Pedro).

Sinto falta de qualquer um deles, do egocentrismo exagerado do Rafael, ao humor estranho do Pr. Ailton. Das histórias do Antonio a inteligência do Marcelo. Da parceria para bobagens do Nego ao constante estresse do Nilton.
Hoje, também preciso de amigos, pois aprendi que amigos são aqueles que:
1. Tem várias razões para deixar de ser mais seu amigo... e mesmo assim, continua sendo o melhor;
2. E também, é aquele que ouve seus pecados, ri e comenta deles, e depois tenta ajudar.

“Amigo” leitor, cultive amigos, invista em pessoas! Seja/Tenha amigo! Num futuro, não muito distante daqui, eles farão uma falta danada.

Kiko Machado

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sem Comentários

Inicio essas palavras depois de muito pensar e desejar intensamente algo que fosse alado. Gostaria muito de escrever, mas nada me é presenteado pela tal inspiração.
Então, resolvi escrever sem ela mesmo!
Resolvi escrever versos soltos e descompassados;
Palavras amontoadas;
Poemas sem rimas;
Mensagem sem tema.
Decidi inovar nos contos e levar a lugar nenhum (assim como muitos que lemos, e franzimos a testa para mostrarmos que somos intelectualizados por estar “entendendo” algo que ninguém entendeu!).
Optei por juntar caracteres que não servem para nada, pois faltam-me os mesmo para dizer o tudo que gostaria!

Tentei falar do tempo, mas só via nuvens escuras sobre mim...
Pensei em criminalidade, mas não tive tanta coragem assim, porque seria muito tentador falar em morte...
Possibilitei comentar futebol, mas nada mais tem para se falar do campeão de tudo...
Então, com cenho fechado e lábios mordidos, comecei escrever sobre hipocrisia, fome, desigualdade social, desemprego... logo deixei de lado, pois esses assuntos não são relevantes fora de época de eleição...

“Não me resta mais nada!!!” – Bradei aos quatro ventos por estar tão oco de sentimentos. E foi então que me veio a saída, a luz no fim do túnel. O assunto pelo qual respiro: Igreja!.... Mas, eu teria que falar de pessoas endiabradas que ocupam cargos de importância em igrejas importantes, e sabendo que me chamariam para um canto para me disciplinar e enfiar seus dedos sujos de enxofre em minha cara, resolvi me calar. (Prefiro passar alguns dias pensando que eles não existem). Enfim, a luz no fim do túnel era um trem desgovernado!

Então, para terminar este amontoado de suspiros palavriais, resta-me apenas e tão somente uma aplicação para o texto:
- Quando não tiver o que escrever, escreva sobre tudo que gostaria de falar!

Em Cristo,
Kiko Machado.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Visão dos Cegos

Eu gosto de pensar! Às vezes, perco-me em mim mesmo e sou encontrado pelas histórias da Rose. E nestes meus pensamentos alados, entrei num livro, transformado em filme, intitulado: “Ensaio Sobre a Cegueira” (José Saramago). E, com apenas o título, editei-o a minha maneira. Cria que um surto de cegueira mundial transformariam as pessoas em mais solidárias, amigas e compassivas. Que os valores visuais seriam tão desprezados que jóias e quadros de formatura não diriam mais quem era uma pessoa (ou não era!). Que a cor da pele (preta) não faria mais nenhuma diferença.
Com este coração e esta expectativa, adentrei a este mundo desconhecido e cego, e o que encontrei lá foi um pouco decepcionante, mas como em toda história baseada em fatos reais, inspirativa.

Meus pensamentos me traíram, nada da visão romântica cristã que visualizei aconteceu. O que acontece é que numa sociedade sem olhos, a ganância é a mesma; a maldade parece se multiplicar; e até mesmo os religiosos teriam explicações teológicas (idiotas) para dar, no fim de ganhar alguma coisa.
O mesmo espírito de porco dos que vêem, não se ausenta dos que não vêem. Assim, o caos mundial não está condicionado somente e exclusivamente a nossa visão, e sim a algo mais profundo.

Neste livro decompõe-se o chavão de que “Quem vê cara, não vê coração”, e também “O que os olhos não vêem o coração não sente”. E, para brilho dos olhos dos amantes dos Escritos Divinos, eternizam-se as palavras do Mestre: “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios...” (Mt 15.19).
A maldade humana está ligada ao coração e a todos os lixos que depositamos lá com o passar dos anos; todos as pessoas que guardamos sem lhes oferecer perdão; todos os beijos não dados; todos os elogios calados; todos os abraços retidos...
Os dias continuam maus. Jesus diria com essa nova ênfase.

Querido leitor, o mundo não cegou ainda mais porque a igreja ainda tem a visão, porém penso se a igreja cegar também, como ficaria?!
E, se continuarmos a pensar no “olho por olho”, não ficaremos todos cegos?!
E, se continuarmos passando longe do viajante que foi atacado por salteadores, quem pagará o funeral do mesmo?!
E, se continuarmos olhando para nossos mundos, quem cuidará do mundo o qual Jesus nos mandou salvar?!

Uma única dica: Não fiquemos cegos, pois somos os olhos do mundo!

PS: Leia o livro ou assista o filme.

Kiko Machado.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Milagres, são ou não são?!

Em meus tempos infantis e inocentes, fui acometido de uma doença gravíssima, a ponto dos médicos prepararem meus pais para o pior. Seu Haroldo e dona Iara ao saberem que o pior era o pior mesmo, colocaram-se em oração; rosto no pó, ao pé da letra, buscando alguma esperança. Essas orações atravessaram a noite e em meio as lágrimas e soluços dos desesperados, eu chorava percebendo que o meu fim estava próximo, os meus pequenos sonhos estavam por acabar mesmo antes de dar lugar aos grandes. Nada mais comovente que uma mãe mostrar as lágrimas de velório para o filho que ainda não morreu. Eu conheci essas lágrimas!

Pois bem, o milagre chegou, os médicos questionaram, meus pais vibraram e eu ganhei uma super ilustração para me acompanhar nos púlpitos desse Brasil até o dia em que a morte conclua o seu trabalho.
E não foram poucas as vezes que apresentei essa história como argumento para dizer que Deus tinha – e tem – um plano com a minha vida.
Também já pensei – e preguei – que o milagre foi resultado da importunação santa de meus pais e parentes.
No entanto, aos meus 30 anos, mesmo sem deixar de pensar nas duas possibilidades anteriores, analisei por um outro ângulo... o ângulo divino! Pensei nos pais que perderam seus filhos para o câncer; ou a fome que matou outros; ou ainda a desigualdade étnica que prendeu o negro inocente... e em tudo isso, imagino que, se continuar pensando que Deus fez um milagre para mim, porque não fez um milagre para eles?! Seria eu melhor que eles?! Meus pais oram melhor que outros pais?!

Revendo todos os milagres bíblicos, os contemporâneos e os não-milagres só posso ter uma conclusão lógica:
Os milagres tem uma finalidade:
- Autenticar que Jesus Cristo era o Messias!
O que explica tantos milagres bíblicos e tão poucos contemporâneos. Hoje, todos já sabem disso, e por isso, estes deixam de ser doutrina para serem puramente graça e misericórdia divina de quem Deus quiser ter misericórdia!

Você deve estar se perguntando: “E os milagres da igreja de hoje?”

Respondo com um desafio:
Eu o desafio a me mostrar três grandes milagres dos quais você conhece as pessoas, que sejam próximos a vocês; depois, vamos pegar o milagreiro e levar para uma das filas do SUS e pedir para que todos sejam curados!
Aceita???

Em contrapartida, imagine uma instituição comprometida em mostrar Deus ao mundo caótico; uma comunidade onde Deus é presente quando os pais são ausentes; um lugar de paz em meio as lágrimas de tristeza...
Esse lugar é a Igreja de Cristo cumprindo seu propósito: Fazer milagres!

Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um Findi Na Cabana

Há mais de um mês do término do livro mais comentado do momento, A Cabana, ainda tenho procurado a minha. A minha cabana onde Deus vai revelar suas vontades pessoais para mim, e assim, nesta ânsia pelo Divino, Deus não me levou somente a uma cabana velha e abandonada, e sim para uma cabana feita de amigos, dias, esposa e estradas.

Relato agora as lições que recebi do Senhor durante um final de semana em retiro espiritual, crendo que estas podem impactar suas vidas também:

1. Não confunda amigos com líderes.
O inverso é verdade, mas nem todo amigo é um bom líder. Porém, se conseguir reunir os dois na mesma pessoa, considere-se um líder de sucesso.

2. Líderes se formam na escola do Dia-a-dia, e não somente nos intensivos de domingo à noite.
Nada mais gratificante de saber que outros partilham de seus ideais, e que estes se tornam deles também.

3. Doe!
Sempre que puder, doe. Porque ainda é melhor dar do que receber.

4. Mentor.
Ter alguém a sua frente lhe mostrando o caminho pelo qual ele já percorreu, é o caminho mais fácil para chegar onde seus sonhos querem lhe levar.

5. Foco.
Saiba onde quer chegar para então poder seguir quem já está lá.

6. Não subestime os experientes!

7. “Nada é tão ruim que não possa piorar!”.

8. Desprenda-se!
Tome cuidado com os cordões umbilicais mal cortados, eles podem enforcar você no passado. Cuidado!

9. Carpem Diem.
Colha a vida como um fruto maduro, que amanhã estará podre. A vida não deve ser deixada para ser vivida amanhã. (Paráfrase de Rubem Alves)
Colabore com seu biógrafo, viva intensamente, cometa alguns erros para viver a experiência de corrigi-los, não se condene tanto, viva!

10. Família.

Àqueles os quais você daria o seu coração ainda pulsando.

Se você tem uma cabana velha e abandonada, parabéns! Mas, se for como eu que ainda não encontrou uma, valorize o silêncio e o barulho de Deus, e assim você estará na sua cabana.

Em Cristo,
Kiko

segunda-feira, 30 de março de 2009

ICE MEN

Havia um amigo no seminário de uma criatividade incrível, a ponto de trocar o nome de um outro colega! Isso mesmo, este último, era a indisposição em pessoa, seu cenho estava sempre fechado, lembrava, nas poucas vezes que falava, o Zangado dos 7 anões, e quando fazia graça, era um humor negro. Este colega, ficou conhecido como ICE MEN, o homem de gelo!
Hoje, aconteceu-me algo bem inusitado, algo que fez-me sentir um pouco ICE MEN. A história é a seguinte:

Minha irmã pediu para que eu visse uma foto no orkut dela, no mesmo tempo abri uma outra tela, e sem temores visitei a página e vi duas imagens que modificaram meu dia, meus pensamentos e sentimentos. Passei a lutar veemente contra as lágrimas, como se elas fossem minhas inimigas mortais. No silêncio e solidão de meu quarto de estudos, esforcei-me para não desmanchar, para continuar forte, valentão, machão, Ice Men.
Então, fui assaltado pela pergunta simples: Por que?
- Por que insistimos em mostrar o que não somos?!
- Por que as pessoas Ices são mais fortes e resistentes?!
- Quem disse que entrega aos sentimentos é sinônimo de fraqueza?! (Adolf Hitler?!)

Pois, eu me entrego, entreguei-me! Se lamentar e chorar é sinônimo de fraqueza, então sou um rato!
Chorei!
Lamentei o tempo perdido!
Senti-me sem força!
Abandonei capa do Ice Men!
Relembrei que lágrimas são quentes e salgadas!

Amigo Ice Men, você que se acha um super herói porque não se entregar aos sentimentos por medo de ser sua criptonita, atente para esses conselhos:
**Procure um album de fotos em antigas e entre nelas! E lá, brinque com seus carrinhos favoritos, com homenzinhos verdes-oliva, com o cachorro Tobi. **Brinque de esconde-esconde, de polícia e ladrão. **Chore! Chore enquanto abraça o pai e beija a mãe. **Lembre-se! Lembre-se da ausência de contas, ausência de metas, ausência de chefes e colegas traíras...

"O que eu ganho com isso?" (Pergunta de Ice Men)
1. Um banho delicioso, quente e revigorante de lágrimas.
2. II Co 12.10: "Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte".

Em Cristo,
Kiko

Ps: A Imagem

quarta-feira, 18 de março de 2009

Neste Pouco Tempo

Dezoito de Março de 2009.
Há três ano, na PIB Santa Maria, eu recebia a oração e consagração ao ministério pastoral da Igreja Batista. Dia inesquecível; dia de lágrimas; dia de vitória; dia de orgulho. E o tempo passou, ou melhor decolou e pousou aqui e agora com várias lições neste pouco tempo.

Neste pouco tempo, foi o bastante para olhar para minha história e perceber que passei toda ela transitando pelos corredores clericais, onde vi algumas maravilhas sobrenaturais, e alguns charlatanismos naturais; e entendo que “faz parte”. Já nem tenho ligado e me estressado tanto com os dentes de ouro, os emagrecimentos e ternos voadores. Faz parte!

Neste pouco tempo, também aprendi o valor incalculável da audição. Pastor não deveria falar tanto, pois mais cedo ou mais tarde, tudo será usado contra nós. As pessoas ainda preferem nos ver como seres angelicais, que dormem em bolhas e que Deus conversa todos os dias na viração do dia.

Neste pouco tempo, observei que todos os que querem mudar – e melhorar – o mundo devem estar cientes de que é necessário morrer; morrer de fome, de frio, de pobreza, ou até mesmo na cruz. Com sorrisos plásticos só mudamos nossas contas bancárias.

Neste pouco tempo, aprendi a sonhar sozinho pois amigos são raros, em contrapartida as traíras... misericórdia!

Neste pouco tempo, pensei em desistir. Nada como trabalhar um dia inteiro, bater o cartão e ir para casa tomar um chimarrão com a esposa. Não é fácil ter que ser perfeito, e por dentro ter que ser normal!

Neste pouco tempo, aprendi as dores das quedas, e também experimentei a delícia de ser levantado pelas mãos furadas.

Neste pouco tempo, aprendi que “milagres acontecem quando de joelhos estou”.

Neste pouco tempo, aprendi que pastores não podem escrever textos como estes, é incomodo na certa! Mas, também aprendi...:
“O incomodado que se mude
Eu tô aqui prá incomodar”

Viram?! Neste Pouco Tempo eu aprendi muita coisa.

Em Cristo,
KIKO

sábado, 14 de março de 2009

O Céu de Bronze

Isaias 59.1
“Vejam! O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir”.

Tenho pensado nesse Deus anunciado por Isaias em contrapartida ao Deus que sirvimos em nossos dias; que Deus – aparentemente – situado em um céu de bronze! Um céu onde não pode nos ouvir nem salvar.
Não são poucas as pessoas que tem se sentido carente de Deus! Que geração carente da voz de Deus!
Onde está o problema? No céu de bronze???
Não é o que os próximos versículos nos ensinam!!!

Vr 2
“Mas as suas maldades separam vocês do seu Deus; seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá”.
O que esse texto ensina é que nós fizemos o céu de bronze aqui para baixo, ou seja, Deus continua do mesmo jeito, e nós do mesmo jeito dos velhos israelitas: pecadores.
“Mas todos são filhos de Deus!”; “Deus sabe todas as coisas”; “A voz do povo é a voz de Deus”; “Se não foi agora é porque Deus sabe”...
Desculpas esfarrapadas, quando na verdade o silêncio de Deus é causado pelo:

Vr 3-4
- “mãos manchadas de sangue”: Deus ouve assassinos por palavras?!
- “dedos de culpa”: Deus ouve apontadores de cisco e portadores de lixo nos olhos?!
- “língua murmura palavras ímpias”: Deus ouve “irmãos” que se reúnem após os cultos para tirar onda do pastor da igreja?!
- “ninguém pleiteia sua causa com justiça”: Justiça? Quem é doido em falar nisso em pleno século XXI?!
- “apóiam-se em argumentos vazios e falam mentiras”: Fala-se qualquer bobagem em nome da boa reputação e dos louros da fama.

E, você, caro leitor, sabe que é verdade, e mesmo assim quer acreditar que o céu está lacrado pelo lado de cima?! Analisando bem, será que não fomos nós que lacramos e o tornamos de bronze, impenetrável, pelo lado de baixo?!

O que fazemos para romper o bronze?
Vr 20.
“O Redentor virá a Sião aos que em Jacó se arrependerem dos seus pecados”.
Você está disposto a romper com o bronze de seus pecados e parar com o lixo que tem soltado por aí?!
A decisão é sua!
As mãos e ouvidos de Deus estão lhe esperando, mas primeiro abra o céu de bronze que você fechou!

Em Cristo,
KIKO

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um Crime Americano


Era o ano de 1965, Sylvia e Jennie Likens, as duas filhas de um casal que trabalhava em um circo, foram deixadas em Indianápolis aos cuidados de Gertrude Baniszewski, uma mãe solteira com sete crianças. A desestrutura financeira e emocional desta senhora levaram-na a torturar a pequena e inocente Sylvia. As torturas variaram de surras, queimadas de cigarro, cortes, queimaduras diversas, incentivo aos demais para tortura, socos... em uma lista de diabólicas ações que não cabem pormenores aqui.

Essa história foi reproduzida em um filme intitulado “Um Crime Americano”. E, ao término do filme, que é contado pela pequena Jennie, o mais aterrorizante da realidade; a frase que encerra o filme e corta corações:
“O reverendo Bill costumava dizer: ‘Em toda situação Deus tem um plano’”
“Acho que ainda estou tentando descobrir que plano foi esse”.

São colocações como a do tal ‘reverendo Bill’ que produzem dois tipos de pessoas: os ateus e os crentes-ateus. E, ultimamente, tenho temido mais estes últimos. Pois são esses que estão nos templos, mas nunca se preocuparam em ser!

- Até quando ouviremos calados pregadores dizendo (mentindo) às pessoas que Deus tem um plano para tudo e para todos?!

Deus teve um plano consumado em Jesus!
Deus tem um plano com a sua igreja!

Acordemos, cristandade, e entendamos que nosso Deus não tem bilhões de controles remotos; entendamos que não somos manipulados; entendamos como Deus é de fato e não como gostaríamos que Ele fosse!
Paremos de culpar o Eterno por nossa finitude!

Entendamos que mais crimes americanos, brasileiros, europeus, israelenses... virão por aí, e que Deus não tem nada com isso. O que Deus quer é que a Sua Noiva transforme o mal em bem; transforme o maldoso em bondoso... e pare de mentir que Deus tem um plano para tudo! Isso não explica Deus, explica apenas a nossa omissão como extensão do Reino dEle.

Por favor, igreja do Deus vivo, pare de culpar a Deus e assuma a responsabilidade pelos crimes, pois responsáveis por tragédias não são apenas aqueles que as praticam, mas também os que se calam durante a semana, e no final de semana cantam, pulam e dançam “louvando” a Deus. Isso sim é um crime!


PS: Meus sentimentos a família dos Likens, e pela igreja não ter feito mais.


Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Questiúnculas da religião.

Não quero mais lidar com certas perguntas. Aliás, prefiro não gastar o pouco de lucidez que me sobrou com questiúnculas religiosas. Chega, a fila tem que andar.



Recuso-me a responder



se o dízimo é mandamento válido no Novo Testamento;

se pessoas divorciadas podem casar-se novamente;

se masturbação é pecado;

se os cristãos devem guardar o sábado;

se maldição pega em crente;

se Jesus transformou água em suco de uva ou vinho, vinho;

se Golias tinha mais de três metros de altura;

se Jó existiu de fato ou era um personagem poético;

se o Anticristo já nasceu;

se sexo anal é pecado;

se tatuagem é do diabo;

se crente pode usar piercing;

se a circuncisão deve ser praticada por cristãos;

se batismo deve ser em nome do Pai, Filho e Espírito Santo ou só de Jesus;

se um nascido de novo perde a salvação ou “uma vez salvo, salvo para sempre”;

se o Arrebatamento vai ser antes ou depois da Grande Tribulação;

se os índios isolados da Amazônia vão para o inferno;

se é certo alguns pastores se darem o título de apóstolo;

se Deus aprova o controle de natalidade;

se o diabo tem direitos legais sobre quem comete qualquer deslize;

se é maldição beber um "chopps" (sic) na sexta-feira.




Soli Deo Gloria



visite o site www.ricardogondim.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Uma Canção de Liberdade

Respire em mim... fundo,
Para que eu respire... e viva.
E me abrace apertado para eu dormir
Suavemente segura por tudo que você dá.

Venha me beijar, vento, e tire meu folego
Até que você e eu sejamos um só,
E dançaremos entres os túmulos
Até que toda a morte se vá.

E ninguém sabe que existimos
Nos braços um do outro,
A não ser Aquele que soprou o hálito
Que me esconde livre do mal.

Venha me beijar, vento, e tire meu fôlego
Até que você e eu sejamos um só,
E dançaremos entre os túmulos
Até que toda a morte se vá
.

Canção composta por Missy para a ocasião de seu enterro.
(A Cabana, pg.216)

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Se um dia você morrer…

O dito popular afirma que ninguém morre na véspera, e eu concordo... em partes! Pois, quando irônica e idiotamente sacrificamos a nossa vida apenas por ela não ser como queríamos e a jogamos na lata do lixo da existência humana, creio – que antes de fazer isso – deve-se ler este texto: Se um dia você morrer...
- ...no meio dos gritos e prantos de saudade, eu lembrarei do teu sorriso de paz, mas com ausência de sonhos;
-... no meio dos olhares compassivos de pais, irmãos e amigos, lembrarei do quando você brincou de viver, e do quanto parecia viver tão bem. E me perguntarei com voz inaudível: “então, pq?!”;
-... no meio do cheiro das flores com elogios e dedicatórias, lembrarei do seu cheiro que invadia lugares e anunciava que um anjo ali chegava;
-... no meio da sala, diante do seu corpo estático e gélido, talvez consiga dizer tudo o que sempre desejei: Como você marcou minha vida... Como me faz falta o som de seu sorriso serrado entre os dentes... como viverei sem seu abraço sincero e amigo?!... Como pude dedicar tanto tempo a falsos amigos, quando você estava tão perto?!... Porque não me deixar banhar mais por suas lágrimas, talvez... Porque não lhe dei mais presentes?! Mais beijos, mais abraços, mais carinho, mais reconhecimentos, mais ousadia?!... Porque lhe pedi tantas promessas?!

E agora, que sei que está vivo e com lágrimas nos olhos, com vontade de sorrir e viver, eu me dou um conselho:
“Carpe Diem: Colha a vida como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã, acontece sempre no presente”. Rubem Alves.

Assim, pegue o telefone, o carro, o msn, faça um sinal de fumaça... mas, não deixe para o velório as palavras que podem ser ditas hoje, no dia em que estamos vivos.

Kiko

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Dia em Que Um Culto Quase Parou

- Domingo, 18:30, por este Brasil a fora, nos lugares mais inimagináveis, lá está uma pequena igreja, congregação, célula, grupo familiar, grupo caseiro, ponto de pregação... se preparando para mais uma noite de culto ao Senhor dos céus;

- Músicas ensaiadas até a exaustão, talvez algumas discussões básicas de músicos, alguns arranjos novos, introduções fabulosas... tudo para prestar um culto de louvor ao Deus dos céus;

- Os irmãos do ministério da oração começam a chegar ou já chegaram, estão clamando por um mover diferenciado do Altíssimo, as queridas irmãs com coques nos cabelos brancos também chegam as reuniões, adolescentes, jovens, homens e mulheres se reúnem para orar e interceder por mais um culto de oração ao Eterno dos céus;

- O esboço está pronto, outros estão sendo feitos, ilustrações, textos básicos, textos de apoio, figuras de referência, pitadas de humor, textos decorados... mensagem pronta para os adoradores para o Criador dos céus;
Tudo certo!
Minutos antes de começar o culto, a reunião, a celebração:
“Vamos trocar essa música.. ah, e essa também!”;
“Pastor, o meu marido saiu de casa de novo, o que eu faço?!”;
“Ministro do louvor, não canta aquela música chata de novo, tá?!”;
“Irmão, porque você não me cumprimentou na entrada da igreja?!”;
“As crianças não vão sair hoje, as professoras estão cansadas!”;

Tudo certo?!
O culto não vai! Não anda! Tudo parado! Há uma tristeza no ar!
O que aconteceu?!
Parece que o Deus dos céus não desceu dos céus... ou desceu, e não vimos?!

O que mais me preocupa, como pastor, pregador, ou seja-lá-o-que eu for, é quando dizemos que Deus não abençoou e na verdade éramos nós despercebidos...
O que me indigna na igreja moderna, é colocarmos as culpas em Deus! Enquanto nós deixamos a desejar!
O que me indigna ainda mais é não saber quando é Deus ou quando somos nós!

Caro leitor, o que você acha? Até quando é você e até quando é o Eterno Deus dos Céus?

Em Cristo,
Kiko Machado.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Velório de um Santo

Ontem, estive num velório santo! Um velório de um homem de Deus, um ser humano raro o qual o planeta perdeu muito com a sua partida.
Seu Jakson, pai do James Beatencourt - membro da I.B.Boas Novas -, evangelista da Assembléia de Deus, casado há 50 anos, e vivendo todos esses anos como namorado de sua esposa. Um caso raro, não só o casamento como todo o conjunto desse santo varão.
E também, não estou usando as surradas palavras que só ganhamos quando não mais as ouvimos, mas estou relatando do pouco que ouvi e vivi perto dele (tive a honra de celebrar seus 50 anos de casado), mas relato baseado no próprio velório. Não se ouvia ali lagrimas e murmúrios de dor, mas gritos de desespero por alguém que vai fazer uma grande falta.
Algumas expressões foram marcantes:
- “Este homem combateu o bom combate, acabou a carreira e está subindo com sua fé...”;
- “Ele foi meu porto seguro, agora, onde atracarei meu navio?!”;
- “Estamos diante de um homem que amou só uma mulher por 50 anos”;
E o mais marcante para mim, a pobre, cansada e chorosa viúva:
- “Eu não acredito que tu está partindo, e toda a nossa história, ela acabou? Por favor, fique mais um pouco, nada sou sem ti, meu amor”. Lembrando: 50 anos de casado.

Em dias de tão escassos homens de Deus, lamento a perca deste irmão, gostaria de ter aprendido com ele a como ser um. Desejamos ser como os “grandes” de Deus, e logo pensamos em poder, fogo e unção – sem problema – o problema é quando não passa disso, e as viúvas e órfãos continuam atirados em asilos e ruas deste mundo a fora. Lamentável é que desejemos tanto o poder de Deus somente para exibi-lo para nossos desafetos.
Eu quero ser um homem de Deus... mas, para ser um homem de Deus na sua vida, amigo leitor. Eu quero que você seja uma pessoa cheia do fogo de Deus, para incendiar vidas e não somente platéias evangélicas dos finais de semana. Eu desejo que você seja molhado da unção de Deus, não apenas para pregar e receber elogios eclesiásticos, mas para que na sua lápide alguém se preocupe em colocar:
“Combateu o bom combate, foi esposo de uma só mulher, acolheu o necessitado, perdoou o pecador... acabou a carreira, e está com o Senhor Deus fruto de sua fé vista através de sua vida... ah... e vai fazer uma grande falta para muita gente!”.

Em Cristo,
Kiko

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

MOMENTOS NOTA 100

A felicidade nao existe!
Ou melhor, a felicidade plena não existe!
O que existe são momentos de felicidade, e a soma desses momentos é o que chamamos de alegria, mas não é plena. Segundo o Livro de Deus, esta plenitude se dará somente nas alturas com o Eterno. Logo, o que vivemos e chamamos de felicidade são, o que chamo de Momentos Nota 100, e um texto bíblico que nos ensina a aproveitar o máximo cada um deles é um Salmo com o mesmo número: Salmo 100.
Vr 1,2: “Aclamem o Senhor todos os moradores da terra! Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres...”.
Deus não se importa com gritos, danças e festas, por isso, povo de Deus, celebre com júbilo, esteja mais presente na presença de Deus e não cuidando o relógio para ver se dá tempo de assistir os gols do Fantástico!
Vr. 3a: “O Senhor é o nosso Deus”.
O grande criador e projetista do Universo é o nosso Deus.
O que pára o sol; O que traz tempestade com uma nuvem do tamanho da mão de um homem; O que caminha sobre as águas, ou as divide para o Seu povo passar... Ele é o nosso Deus!
Vr. 3b: “Somos dEle”.
Ef 2.10 diz que somos feituras de Deus, ou seja, somos poemas de Deus. Ele quando nos fez estava namorando!
Vr. 3c: “Rebanho do seu pastoreio”.
O Senhor é o nosso pastor e nada nos faltará, Ele nos leva a campos verdejantes, conduzi-nos a justiça, protege-nos no vale da sombra da morte.
Vr. 5: Deus é bom, amoroso e fiel.
Deus é completo. Não precisamos de mais nada quando nos esvaziamos para te-Lo apaixonadamente.

Novo ano, novos sonhos, novas conquistas... velhos problemas, velhas lágrimas, velhas dores. A mudança de ano não tem nada de mágico, tudo pode continuar na mesma se não tomarmos decisões novas. Por isso, aproveite o momento para decidir por momentos nota 100, olhe com carinho para o Salmo 100. E também, faça de todos os dias de 2009, dias de recomeço, dias de desejar e preparar momentos nota 100.

Um 2009 regido por Salmos e momentos 100.

Kiko Machado.